Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Novo satélite é tão brilhante que ofusca outras estrelas

Satélite reflete luz tão brilhante que é capaz de ofuscar o brilho de inúmeras estrelas no céu noturno e atrapalhar estudos de cientistas

30 nov 2022 - 16h08
(atualizado às 16h20)
Compartilhar
Exibir comentários
Satélite BlueWalker 3 pode ofuscar brilho de outras estrelas
Satélite BlueWalker 3 pode ofuscar brilho de outras estrelas
Foto: Unsplash / Diana Parkhouse

O brilho emitido por um satélite recém-lançado está preocupando cientistas e entusiastas que observam o espaço, pois poderá ofuscar a observação de inúmeras estrelas e outros objetos no céu noturno. O BlueWalker 3 será capaz de emitir uma claridade capaz de comprometer o trabalho de muitos telescópios terrestres.

“É exatamente o que os astrônomos não querem”, disse Meredith Rawls, astrônoma da Universidade de Washington, à revista Science. Segundo a cientista, a faixa "superbrilhante" emitida pelo satélite irá saturar e comprometer o funcionamento dos detectores de imagens nos observatórios.

O BlueWalker 3 tem uma estrutura de 64 metros quadrados, sendo um dos maiores satélites comerciais atualmente em órbita. A empresa que controla o equipamento, a AST Space Mobile, planeja colocar mais de 100 máquinas semelhantes no céu até o final de 2024 — muitas delas até maiores do que o satélite recém-lançado.

Por ser usado no ramo de sinal para telefones celulares, o BlueWalker 3 usa frequências terrestres que também podem causar interferências indesejadas em radiotelescópios, equipamentos propositalmente construídos em áreas remotas e sem cobertura de telefonia móvel.

Philip Diamond, diretor-geral do Observatório Square Kilometre Array, com sede no Reino Unido, afirmou que os satélites têm o potencial de comprometer a capacidade de produção científica do setor caso não sejam “devidamente mitigados”.

O órgão responsável por regular as redes de comunicação americanas, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), afirmou que, em breve, irá abrir um escritório para regular problemas espaciais.

Enquanto isso não acontece, a AST Space Mobile tem sido diretamente pressionada por organizações da comunidade científica, como o Centro da União Astronômica Internacional para a Proteção do Céu Escuro e Silencioso da Interferência de Constelações de Satélites (IAU CPS).

“Estamos ansiosos para usar as mais novas tecnologias e estratégias para mitigar possíveis impactos na astronomia”, disse um porta-voz da AST Space Mobile à New Scientist.

Fonte: Redação Byte
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade