Nem mísseis, nem drones de última geração: o detalhe assustador que transformou a Colômbia na maior 'fábrica de mercenários' do mundo
O exército de mercenários colombianos são chamados pelo WhatsApp para atuar em diversos conflitos ao redor do mundo
Quando pensamos nas guerras que devastam o Sudão, a Ucrânia ou o Iêmen, imaginamos disputas locais ou confrontos entre potências. Mas há uma conexão que ninguém imagina ligando esses conflitos: um exército de mercenários colombianos recrutados para lutar no exterior. Investigações recentes, publicadas por veículos como o The Guardian e o El País, mostram como essa engrenagem funciona, desde abordagens por WhatsApp aos campos de batalha africanos. O resultado é um mercado global que paga em dólar, promete fortunas e transforma veteranos sul-americanos em peças descartáveis de guerras alheias.
O detalhe assustador: a engrenagem financeira que impulsiona o mercado de mercenários e alimenta conflitos
Antes de falar de tanques ou drones nos campos de batalha, é preciso olhar para o mecanismo que sustenta a indústria da guerra. O que transformou a Colômbia na maior exportadora de mercenários do planeta não foi tecnologia militar sofisticada, tecnológica e potente, mas um modelo brutal de oferta e demanda.
De um lado, ex-soldados colombianos se aposentando cedo, muitas vezes antes dos 40 anos, com pensões baixas e pouca perspectiva de reintegração civil. Do outro lado, empresas privadas de segurança enviando propostas diretas por WhatsApp oferecendo salários que podem chegar a US$2.600 no Sudão ou até US$7.000 no Iêmen. Em comparação, muitos desses militares ganhavam cerca de US$400 mensais na ativa.
O recrutamento funciona como um catálogo onde são mostrados os talentos ...
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