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Nem apagões, nem gasolina cara: a jogada genial do país vizinho do Brasil que o blindou contra a crise energética do Irã

Com matriz elétrica quase 100% renovável, Uruguai reduz impacto direto da alta do petróleo, mas não está imune aos efeitos indiretos da crise global

25 mar 2026 - 14h21
(atualizado às 14h39)
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Foto: Xataka

De modo geral, sempre que um conflito é iniciado no Oriente Médio, o impacto é quase imediato: petróleo mais caro, pressão inflacionária e risco de instabilidade energética. Com o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, não tem sido diferente. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro desse ano, os preços do barril de petróleo voltaram a subir e rotas estratégicas de abastecimento, como o Estreito de Ormuz, passaram a funcionar sob constante ameaça.

Mas, enquanto muitos países sentem esses efeitos quase em tempo real, um vizinho do Brasil vive essa situação com relativa tranquilidade: o Uruguai. A explicação está em uma matriz elétrica majoritariamente renovável. Ainda assim, essa proteção tem limites e a crise global continua representando um risco, ainda que de forma indireta.

Energia limpa reduz vulnerabilidade do Uruguai diante à alta do petróleo

A relativa "tranquilidade" do Uruguai em meio a uma crise energética global não é fruto de uma medida atual. Ela é resultado de uma decisão estratégica tomada há cerca de 25 anos atrás, quando o país ainda enfrentava apagões diários e dependia quase totalmente de combustíveis fósseis importados. No fim dos anos 2000, o governo decidiu redesenhar completamente o sistema elétrico nacional do país com base em planejamento técnico e metas de longo prazo, o que o transformou em referência global em fontes de energia renováveis. Confira a seguir como foi feita a transição energética do Uruguai:

Xataka
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