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No mesmo dia em que EUA enviaram fuzileiros navais ao Irã, Taiwan acordou com um déjà vu: China a cercou com 26 aviões e 7 navios de guerra

Guerra no Irã não está apenas redefinindo equilíbrio de poder no Oriente Médio, mas também remodelando cenário na Ásia

22 mar 2026 - 08h09
(atualizado em 23/3/2026 às 17h45)
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Foto: Xataka

Em 1950, em meio à Guerra da Coreia, os Estados Unidos descobriram um problema que continua a assombrar as grandes potências: quando se concentram os recursos militares numa frente, outras partes do mapa começam a mudar. Essa guerra coincidiu com crises na Europa e com o aumento das tensões no Estreito de Taiwan, um lembrete de uma constante na geopolítica: conflitos nunca ocorrem no vácuo.

Déjà Vu estratégico na Ásia

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã abriu uma frente inesperada a milhares de quilômetros do Golfo Pérsico. Enquanto Washington concentra recursos militares no Oriente Médio (mísseis, defesas aéreas e unidades expedicionárias), a região Indo-Pacífica observa com apreensão essa mudança que altera o equilíbrio regional.

O contraste tornou-se evidente numa imagem quase simbólica: com poucas horas de diferença, os Estados Unidos enviaram fuzileiros navais para reforçar sua operação contra o Irã, e Taiwan detectou novamente uma significativa atividade militar chinesa em suas proximidades. Estamos falando de 26 aeronaves e sete navios de guerra que apareceram perto da ilha após um silêncio inquietante de vários dias. Para muitos na Ásia, foi um déjà vu geopolítico: cada vez que Washington se vê envolvido em outro conflito, a pressão sobre Taiwan se intensifica novamente.

Pausa estranha

Por mais de uma semana, algo incomum aconteceu no Estreito de Taiwan: aeronaves militares chinesas praticamente desapareceram. Nos últimos anos, as incursões haviam se tornado rotina, ...

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