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Negócios e TI

Conheça Dennis Crowley, o novo "nome quente" na internet

5 jul 2010 - 10h21
(atualizado em 5/9/2010 às 20h51)
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Alexandre Rodrigues

O Facebook alcançou o sucesso perguntando "quem é você?" Veio o Twitter, que explodiu em 2009 com outra questão: "o que está acontecendo?" A pergunta da vez, ao que parece, é "onde você está?" E a resposta traz fama e fortuna ao novo "queridinho" do Vale do Silício, o vale da Califórnia que concentra as sedes das mais inovadoras empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Conheça Dennis Crowley, criador e dono do Foursquare.

Seu serviço - uma rede social no qual os participantes informam sua localização - já foi saudado como uma ajuda aos ladrões. Com as informações coletadas no Foursquare, o site Please Rob Me (Por favor, me roube) faz uma brincadeira com a tendência ao excesso de compartilhamento de informações na internet. Mas o perigo - real - de que o Foursquare realmente ajude criminosos não o impediu de atrair dois milhões de usuários, metade deles apenas desde fevereiro. Apenas dezesseis meses após o lançamento, o serviço já vale US$ 95 milhões.

Por trás do projeto está Crowley, 33 anos, saudado como "o novo rei das mídias sociais" pela edição de julho da revista Wired. Ex-instrutor de snowboard, ex-professor da Universidade de Nova York e ex-empregado do Google e da MTV, passou todo o ano de 2008 desempregado até criar o Foursquare.

A idéia não era estranha para ele. Crowley é um dos criadores do Dodgeball, serviço de localização de amigos para telefones celulares comprado pelo Google em 2005 e que foi a inspiração para seu maior sucesso. Hoje, ainda na ativa, o Dodgeball tem um milhão de usuários - metade dos números do Foursquare.

A inspiração para os dois serviços veio de um fato corriqueiro. Em 2001, então um estudante recém-graduado, Crowley queria uma maneira de reunir amigos sem precisar telefonar para cada um para saber o que estavam fazendo. Dez anos depois, o Foursquare não apenas informa onde estão todos, mas encoraja que se encontrem. Também torna a própria vida um jogo com recompensas virtuais quando alguém, por exemplo, faz um "check-in" em uma cafeteria ou museu, por exemplo - certo número de visitas também dá direito a postar comentários sobre o local.

Já em 2001 Crowley, disse um antigo professor ao jornal inglês The Guardian, via a cidade de Nova York como um imenso tabuleiro de jogo. Estendido a qualquer cidade, o Foursquare torna o mundo inteiro parte do mesmo jogo. O lado negativo é a censura. Se alguém fala mal de uma loja, uma equipe chamada "Street Team Elite" - em tese, fãs da empresa, mas, claro, não faltará quem use empregados para isso - alerta contra quem é "maligno". "Não odeie" é um mantra do serviço que só serve a anunciantes, cuja imagem é preservada, não ao público.

Depois de conquistar a maioria dos usuários nos Estados Unidos, o Foursquare prepara a entrada em outros países. Inclusive o Brasil.

O sucesso, ainda que limitado perto do Facebook, que tem 250 vezes mais usuários, já alertou a concorrência. Twitter e o próprio Facebook desenvolvem aplicativos parecidos. Diante disso, Crowley se prepara para manter o crescimento. O fundo de investimentos Andreessen Horowitz, comandado por Marc Andreessen, que também faz parte da diretoria do Facebook, injetou US$ 20 milhões no Foursquare, que também negocia com Google, Yahoo! e Microsoft para integrar recursos, segundo o jornal inglês .

Pelo menos para os gigantes da tecnologia, "onde você está?" é mesmo a pergunta da vez.

Fonte: Redação Terra
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