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Na Segunda Guerra Mundial, um vilarejo da Lituânia enterrou seu sino para protegê-lo dos nazistas. Ele só foi encontrado em 2024

Objeto sobreviveu à guerra, à ocupação e ao esquecimento. Quem o encontrou foi um agricultor com um detector de metais

2 jun 2026 - 17h07
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Sino de Antašava
Sino de Antašava
Foto: Autorius Vilensija e Vadym Alyekseyenko / Xataka

Numa manhã de agosto de 2024, Laurynas Družas voltou a percorrer os arredores de seu vilarejo, Antašava, no norte da Lituânia, com seu detector de metais. Mas, dessa vez, ele teve sorte: encontrou algo sobre o qual havia ouvido falar durante toda a vida. Lá estava ele, a dois metros de profundidade: o sino da igreja de seu vilarejo. 

O campanário da igreja de São Jacinto estava sem sino desde 1942, porque alguém o havia escondido para protegê-lo durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1942, a Lituânia estava ocupada pelos nazistas dentro do Reichskommissariat Ostland (regime civil de ocupação dos países bálticos). No ano anterior, os EUA haviam entrado na guerra e a Alemanha havia fracassado em sua tentativa de conquistar o leste na Operação Barbarossa. Foi nesse contexto que o sino de São Jacinto de Antašava desapareceu.

Družas conta que os moradores do vilarejo arriscaram a própria vida para escondê-lo dos ocupantes. Vale lembrar que o Partido Nazista havia emitido um decreto para confiscar sinos e fundi-los para fins bélicos. E vale destacar que, naquela época, não havia tratores: os moradores fizeram tudo com um cavalo, uma carroça e força bruta.

Foi um verdadeiro ato de resistência e de proteção do patrimônio, além de uma missão extremamente perigosa: esconder um sino que pesa mais de meia tonelada sem que os ocupantes nazistas percebessem.

O sino virou uma lenda. E o tempo passou: Antašava se livrou dos nazistas, a Lituânia deixou de fazer parte da URSS para se tornar...

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