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Meta tira brasileiro do Google em onda de contratações milionárias para turbinar IA

Mat Velloso estava no Google DeepMind desde 2024, após passar 15 anos na Microsoft

14 jul 2025 - 12h18
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Mat Velloso, brasileiro que liderava o time de desenvolvedores do Google DeepMind nos esforços de inteligência artificial (IA), está de casa nova. O programador anunciou na última semana que vai integrar o time de Mark Zuckerberg na Meta, que busca atingir a superinteligência artificial - divisão recém construída pela empresa.

"Estou muito animado por me juntar à Meta e à sua equipe de Superinteligência! Vamos moldar o futuro da IA!", afirmou Velloso em uma publicação no LinkedIn.

Mat Velloso, foi executivo do Google DeepMind por pouco mais de um ano
Mat Velloso, foi executivo do Google DeepMind por pouco mais de um ano
Foto: Divulgação/DeepMind / Estadão

O paulistano, criado em Belo Horizonte e com passagem por Brasília para cursar Administração, chegou ao Google com a missão de "conquistar" programadores. À frente da equipe de Relações com Desenvolvedores (DevRel) da DeepMind e do AI Studio, o programador trabalha com o desenvolvimento de modelos como o Gemini e o seu "irmão" menos conhecido, o Gemma, uma IA aberta voltada para desenvolvedores.

Antes disso, ele passou 15 anos na Microsoft, período em que teve contato com o ChatGPT, resultado dos investimentos iniciais de US$ 13 bilhões que a companhia fundada por Bill Gates fez na então desconhecida startup. Da época em que começou a testar o chatbot, Velloso recorda de um desafio que soa impensável na atualidade: convencer Gates de que aquela tecnologia seria duradoura e não apenas mais uma ferramenta "da moda".

O movimento de Velloso é um exemplo do esforço de Zuckerberg em "garimpar" talentos dentro de outras empresas de IA para construir a Meta Superintelligence Labs (MSL). Nas últimas semanas, o empresário anunciou um investimento massivo na Scale AI, incluindo a nomeação de Alexandr Wang, fundador da startup, como diretor de IA da nova área.

A maior vítima das tentativas de Zuckerberg, porém, tem sido a OpenAI, rival direta da empresa no desenvolvimento da tecnologia. Em meados de junho, Sam Altman, criador do ChatGPT, afirmou que a Meta estava abordando seus funcionários com a promessa de salários altos e bônus de até US$ 100 milhões por assinatura de contrato. Da mesma forma, a Meta também procurou outros rivais, como Google e Microsoft.

Em uma provocação, Altman chegou a dizer que Zuckerberg não tinha passado "nem perto" de abordar seus maiores talentos e que o dono da Meta estava se contentando com engenheiros de "baixo escalão".

"O que a Meta está fazendo, na minha opinião, levará a problemas culturais muito profundos. Teremos mais a compartilhar sobre isso em breve, mas é muito importante para mim que façamos isso de forma justa e não apenas para as pessoas que a Meta visou", escreveu Altman em um comunicado aos seus funcionários, visto pela revista Wired.

Estadão
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