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Jovens querem mais amizades reais e menos romance clichê nas telas, diz estudo

Pesquisa mostra que jovens entre 10 e 24 anos preferem tramas que valorizem amizades e relações platônicas

26 out 2023 - 15h53
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Jovens querem menos triângulos amorosos e relacionamentos heteronormativos nas telas
Jovens querem menos triângulos amorosos e relacionamentos heteronormativos nas telas
Foto: Reprodução/Summit Entertainment

Jovens da Geração Z estão procurando na mídia histórias que enfatizem amizades e relações não-sexuais em vez de tramas romanticamente carregadas e sexualizadas. É o que afirma pesquisa recente realizada pela Universidade da California em Los Angeles (UCLA).

O estudo feito com 1.500 jovens de 10 a 24 anos, revelou uma fadiga considerável com personagens e narrativas que reforçam estereótipos sexuais e clichês de relacionamentos.

Quase metade dos entrevistados na faixa dos 13 aos 24 anos manifestou que o sexo é frequentemente desnecessário para o avanço das tramas em filmes e programas de TV.

Além disso, uma porcentagem significativa desejaria ver mais conteúdos focados em amizades e conexões platônicas, refletindo uma mudança distinta na forma como as novas gerações estão percebendo e experimentando suas relações no mundo pós-Covid.

“Embora seja verdade que os adolescentes querem menos sexo na TV e no cinema, o que a pesquisa realmente diz é que eles querem mais e diferentes tipos de relacionamentos refletidos na mídia que assistem”, diz Yalda T. Uhls, professora adjunta do departamento de psicologia da UCLA. 

Essa tendência seria não apenas uma resposta ao método preguiçoso de desenvolvimento de tramas que muitos estúdios adotam, reciclando enredos e utilizando o sexo como isca, mas também reflexo de uma "epidemia de solidão", exacerbada pelas quarentenas e isolamentos sociais, segundo os pesquisadores.

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Stephanie Rivas-Lara, autora do estudo, observa que a maioria dos adolescentes agora consome mídia predominantemente para escapismo. A virada dramática para conteúdos mais "confortáveis" e representativos é evidente, contrastando com a preferência passada por histórias que exploravam vidas muito distantes das próprias.

Com a diminuição do interesse dos jovens por comportamentos imprudentes, a pesquisa também ressalta a rejeição dos estereótipos heteronormativos e uma demanda por uma representação mais ampla de personagens assexuados (semm necessidade de fazer sexo) ou arromânticos (que não sentem inclinações românticas).

Esse sentimento estende-se à insatisfação com narrativas irreais que prometem finais perfeitos ou sucesso garantido por meio de esforços descomunais.

Os jovens, agora mais do que nunca, estão buscando autenticidade e representatividade, elementos que as plataformas de mídia social, especialmente o TikTok, parecem fornecer com mais eficácia do que os meios tradicionais, segundo a pesquisa.

Fonte: Redação Byte
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