Japão não precisava de outro porta-aviões para dar o próximo passo, mas sua próxima investida militar começa com o Vietnã
Embora não seja algo assumido, a China é a preocupação dos dois países
O Japão passou décadas avaliando cada movimento militar com uma cautela quase cirúrgica. Não por falta de indústria, tecnologia ou capacidade, mas pelo peso de sua história recente e pelas limitações políticas que moldaram sua defesa desde o pós-guerra. Por isso, quando Tóquio faz um movimento nesse campo, vale a pena olhar além da dimensão aparente da iniciativa. O que vemos agora indica a direção que o país asiático pretende seguir.
O movimento aparece em um comunicado do Ministério da Defesa do Japão após a reunião que o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, realizou dois dias antes com o general Phan Van Giang, vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Nacional do Vietnã. Segundo Tóquio, ambos concordaram em iniciar conversas para definir novas formas de cooperação em equipamentos e tecnologia de defesa. O ponto mais relevante é a possibilidade de desenvolver e produzir conjuntamente embarcações rápidas de desembarque.
A expressão "embarcações rápidas de desembarque" pode parecer modesta quando comparada a submarinos, caças ou grandes navios de guerra, mas sua função é bastante específica: transportar tropas, veículos, equipamentos ou suprimentos até uma costa, uma ilha ou uma área de difícil acesso. Em um ambiente marítimo fragmentado, com arquipélagos, recifes e territórios onde a distância nem sempre é medida em quilômetros, mas na capacidade de chegar primeiro, essa mobilidade tem valor estratégico. Não se trata de uma arma impressionante, mas de uma ferramenta ...
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