Pinterest vale US$ 2 bilhões para novos investidores, diz jornal
Fontes afirmam que a rede social negocia uma nova rodada de investimentos, com foco em dispositivos móveis
O Pinterest, rede social de compartilhamento de fotos, está perto de uma nova rodada de investimentos que elevaria sua avaliação para US$ 2 bilhões, ou até US$ 2,5 bilhões, segundo fontes do jornal The Wall Street Journal. O último financiamento foi em maio passado, quando a empresa levantou US$ 100 milhões em uma avaliação de US$ 1,5 bilhão.
A rodada está em fase de negociação. Ao Mashable, o Pinterest afirmou que não há "nada para comentar neste momento". As fontes do jornal americano dão conta de que há conversas sobre o investimento, mas nenhum acordo foi fechado ainda.
O Pinterest, que viu o tráfego de usuários atingir 48 milhões de visitas em dezembro, comparado a 9 milhões no ano anterior - segundo o comScore -, busca uma forma de começar a ganhar dinheiro. "Muito do (esforço do) ano passado foi em acompanhar o crescimento (e) a grande mudança dos dispositivos com tela sensível ao toque", afirmou Ben Silbermann, um dos fundadores do site. Neste ano, a empresa quer "construir as bases para monetizar" o negócio.
Com os US$ 100 milhões recebidos em 2012 o Pinterest deixou o pequeno escritório em que 20 pessoas trabalhavam para uma casa nova de 58 mil metros quadros, onde cerca de 100 pessoas hoje garantem o funcionamento do site dentro da demanda. Dentre os profissionais, há quatro pessoas dedicadas à relação com empresas, para que a companhia construa o modelo de negócios e comece a ter receita.
Pinterest quer ganhar dinheiro
Uma das ferramentas que o Pinterest pretende entregar aos clientes comerciais é um analisador de dados. Hoje, já é possível que uma companhia tenha uma página própria e insira seu link em imagens de seus produtos compartilhadas por usuários comuns.
Para Lawrence Lenihan, diretor de gerenciamento do fundo FirstMark Capital - um dos investidores de maio passado -, a rede social de murais virtuais "é uma plataforma de marketing". Ao WSJ, o executivo afirmou que "há muito ainda para andar e muito a entender" sobre o modelo de negócio que o Pinterest vai adotar.
"Eles passaram do ponto de fazer sucesso juntos aos consumidores, e em algum momento a companhia precisa ganhar dinheiro", completa Jeremy Levine, investidor da Bessemer Venture Partners e parte da diretoria do Pinterest.
Com o investimento de 2012, além de ampliar o quadro de funcionário, a rede social também fez melhorias no site, conseguiu lidar melhor com problemas de spam e lançou aplicativos para iPad e Android - além de melhorar o app do iPhone.
Os planos para este ano, segundo o cofundador Silbermann, é introduzir um sistema de anúncios. Ele não deu detalhes ao jornal americano, mas citou a ferramenta de "sugestões", que permitiria ao usuário descobrir novos conteúdos continuamente. No caso de alguém que poste uma foto de um biquíni, por exemplo, a sugestão pode ser um resort no Hawaii.
Além disso, há intenção de lançar sites internacionais e melhorar as opções de uso da rede social em aparelhos touchscreen - por exemplo, integrando a câmera -, para aumentar o uso do serviço em dispositivos móveis.
"O Pinterest precisa ser bem mais fácil de usar", avalia o também cofundador Evan Sharp, criador do design do site. "Em 2013, queremos que o serviço seja altamente personalizado", conclui.