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Ibovespa tem ajuste negativo com pesquisa e WEG sob holofote

21 out 2026 - 17h33
(atualizado às 17h39)
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Resumo
O Ibovespa recuou 0,86%, aos 206.495 pontos, pressionado pela cautela política e pela temporada de balanços. A redução da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre Lula em nova pesquisa Quaest aumentou a hesitação dos investidores antes do segundo turno. No front corporativo, os resultados trimestrais abaixo do esperado derrubaram as ações da WEG em 7,34%, enquanto Hapvida e Vale também registraram fortes perdas, destoando do fechamento positivo observado nos mercados de Wall Street.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, após ‌ultrapassar os 209 mil pontos no melhor momento, em pregão de correção na bolsa paulista. 

O cenário eleitoral continuou dominando o foco dos investidores, com nova pesquisa reforçando a disputa apertada na corrida eleitoral. Mas a temporada de balanços também ocupou as atenções com uma recepção negativa aos números de terceiro trimestre da WEG.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,86%, a 206.495,23 pontos, após marcar 209.244,71 na máxima do dia, registrada nos primeiros negócios. ⁠No pior momento, chegou a 205.988. 

O volume financeiro no pregão somou R$38,6 bilhões.

A piora do Ibovespa seguiu a divulgação ‌de pesquisa Quaest, pelo jornal O Globo, com queda na vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial.

O levantamento mostrou Flávio com 45% das intenções ‌de votos e Lula com 44%, ainda em empate técnico. Na pesquisa ‌anterior, há uma semana, Flávio aparecia com 46% e Lula registrava 44%.

Após a euforia inicial do primeiro ⁠turno, com Flávio à frente de Lula, o Ibovespa tem oscilado sem uma direção única, com investidores ajustando as posições antes do resultado das urnas no próximo domingo.

"O Ibovespa, definitivamente e sem dúvida, está reagindo ao noticiário político", afirmou o head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, Lucas Xavier. "Quanto mais provável o cenário de reeleição, mais cauteloso fica o mercado."

Na visão de Xavier, até o fim desta semana, o mercado deve mostrar um movimento "mais ‌lateral".

"Acredito que não haverá grandes movimentos de alocação em um cenário tão próximo da eleição. Imagino que o mercado como ‌um todo aguarde os resultados para ⁠fazer as movimentações necessárias em ⁠seus portfólios", afirmou.

Dados atualizados da B3 também mostraram uma saída líquida de capital externo no último dia 19, levando o saldo positivo ⁠acumulado no mês para R$19,98 bilhões, de R$20,99 bilhões até o ‌dia 16.

O começo da safra de ‌balanços do Brasil pouco animou, com WEG figurando entre as maiores perdas no dia, após um resultado ligeiramente abaixo das expectativas. Na quinta-feira, o destaque fica para os números do Bradesco sobre o terceiro trimestre, que serão divulgados após o fechamento do mercado.

Estrategistas da XP afirmaram que suas estimativas apontam para uma temporada fraca, ⁠com desempenho mais positivo concentrado em poucos setores, notadamente óleo e gás e saúde, enquanto mineração e siderurgia e varejo foram apontados como destaques negativos. 

A correção negativa do Ibovespa contrastou com o viés em Wall Street, onde o S&P 500 fechou em alta de 0,58%, com os resultados trimestrais da SpaceX e da Super Micro Computer alimentando o interesse por ações ligadas à inteligência artificial.

DESTAQUES

• WEG ON tombou ‌7,34% após balanço do terceiro trimestre mostrar lucro líquido de R$1,67 bilhão e Ebitda de R$2,35 bilhões, ligeiramente abaixo de previsões de analistas. Analistas do UBS BB chamaram a atenção principalmente para a queda em margens da companhia.

• ⁠HAPVIDA ON desabou 8,48%, mais do que devolvendo a alta da véspera, quando fechou em alta de 7,55%. No mês, o papel ainda acumula um ganho de 31%.

• BTG PACTUAL UNIT caiu 1,41%, em dia sem tendência única para o setor, após desempenho robusto na véspera. BRADESCO PN, que divulga balanço no final da quinta-feira, cedeu 0,15% e BANCO DO BRASIL ON recuou 0,41%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,2% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizou-se 0,9%.

• PETROBRAS PN cedeu 0,79%, em sessão sem direção definida dos preços do petróleo no exterior. No fechamento, o barril sob o contrato Brent registrou variação positiva de 0,03%, a US$108,82.

• VALE ON caiu 2,15%, em dia também negativo para o setor no exterior, tendo como pano de fundo variações modestas dos futuros do minério de ferro na China. Analistas do UBS BB reiteraram a recomendação neutra para as ações da mineradora brasileira e reduziram o preço-alvo dos papéis para R$73, ante R$77.

• TOTVS ON avançou 2,78%, caminhando para o quarto pregão seguido de alta, ajudada nessa sessão pelo movimento positivo do setor de tecnologia no exterior.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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