Existe uma regra na guerra moderna: se algo aparece no Google Maps, é porque alguém queria que você visse. A China acaba de adicionar dois retângulos ao mapa
Pequim parece estar construindo uma nova geração de instalações militares
Fotografias aéreas desempenharam um papel decisivo durante a Crise dos Mísseis de Cuba. Foram imagens capturadas por aviões espiões americanos que revelaram a instalação de plataformas de lançamento soviéticas na ilha e desencadearam um dos momentos mais perigosos da Guerra Fria. Desde então, muitos avanços militares importantes começaram com algumas formas estranhas avistadas do ar muito antes da confirmação oficial.
Dois retângulos que não se encaixam
As imagens de satélite mais recentes da base chinesa de Jilantai, na Mongólia Interior, destacaram duas estruturas retangulares misteriosas e reforçadas com tetos retráteis. A instalação não é uma base comum: desde o final da década de 2010, ela tem sido um dos principais centros de teste e expansão da China para seus novos silos de mísseis balísticos intercontinentais.
Precisamente por esse motivo, o surgimento de duas estruturas que não se assemelham a silos conhecidos despertou enorme interesse entre analistas militares.
Suas dimensões apontam para uma missão muito diferente
O relatório preparado pelo analista Eli Tirk afirma que essas estruturas são pequenas e rasas demais para abrigar mísseis balísticos intercontinentais como o DF-31 ou o DF-41. "Essas estruturas parecem ser mais rasas do que os silos destinados a mísseis balísticos intercontinentais", explica ele.
Suas dimensões, portanto, são mais adequadas para armas menores, como mísseis balísticos de curto e médio alcance, mísseis de cruzeiro ou mesmo sistemas hipersônicos...
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