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A anomalia histórica encontrada na Coreia choca os pesquisadores ao revelar o pesadelo dos sacrifícios humanos e expor a herança sombria da endogamia

Análise de DNA de 78 esqueletos encontrados em um complexo funerário confirmou que famílias inteiras eram sacrificadas ao lado da elite e revelou uma estrutura social hereditária conhecida apenas por registros históricos

13 jul 2026 - 15h34
(atualizado às 19h19)
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Foto: chatGPT / Xataka

Por séculos, documentos relataram que o antigo reino de Silla, localizado na região sudeste da península coreana, realizava sacrifícios humanos durante os funerais da elite. Agora, uma pesquisa publicada na revista Science Advances trouxe a primeira confirmação genética de como essa prática acontecia. Ao analisar o DNA de 78 esqueletos encontrados no complexo funerário de Imdang-Joyeong, na atual Coreia do Sul, cientistas descobriram que famílias inteiras eram sacrificadas e identificaram indícios de algo parecido como uma "casta sacrificial" hereditária, com alguns grupos familiares destinadas aos sacrifícios por gerações consecutivas. O estudo também revelou evidências de casamentos entre parentes próximos e uma organização familiar diferente de outras sociedades antigas.

Análise de DNA confirma que famílias inteiras eram destinadas aos sacrifícios

Os sacrifícios humanos já eram mencionados em registros históricos do reino de Silla, que existiu durante o período dos Três Reinos da Coreia, entre aproximadamente 57 a.C. e 668 d.C. Segundo esses relatos, era comum que servos ou pessoas subordinadas fossem mortos para acompanhar membros da elite em seus sepultamentos, em um ritual conhecido como sunjang.

O que faltava era uma comprovação científica de como essa prática funcionava na sociedade, e eles encontraram. Pesquisadores analisaram geneticamente 78 indivíduos sepultados no complexo funerário de Imdang-Joyeong, construído entre os séculos IV e VI. Os resultados mostraram ...

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