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Excesso de escolhas complica vida sexual de rãs fêmeas, mostra estudo

Pesquisa revela que a superabundância de chamados de acasalamento atrasa decisões, aumenta exposição a predadores e favorece machos medíocres

18 ago 2026 - 16h36
(atualizado às 16h51)
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Resumo
Estudo revela que o excesso de chamados de acasalamento dificulta a escolha de parceiros pelas rãs fêmeas, aumentando riscos de predação e favorecendo a reprodução de machos menos aptos.

A vida sexual das rãs pode ser mais complicada do que se imagina, e a culpa é do excesso de opções. Pesquisadores descobriram que rãs fêmeas da espécie Hyla chrysoscelis têm dificuldade em escolher os melhores parceiros quando expostas a muitos chamados de acasalamento, fenômeno que pode ter sérias consequências. Além de prolongar o tempo de decisão e aumentar o risco de predação, essa sobrecarga de escolha pode nivelar o campo de jogo para machos menos atraentes, impactando a genética da espécie.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

Como o excesso de opções afeta a escolha das rãs fêmeas?

Em um estudo publicado na revista científica iScience em 12 de agosto, etologistas observaram que rãs-cinzentas-de-Cope (Hyla chrysoscelis) cometem mais erros na seleção de parceiros à medida que o número de sons de acasalamento ao redor aumenta.

Pesquisadores da Universidade do Tennessee em Knoxville capturaram 60 rãs fêmeas no meio do acasalamento em lagoas da região. Em laboratório, os cientistas colocaram os animais no centro de uma câmara sonora para testar a reação das fêmeas diante de dois, quatro ou oito chamados de acasalamento gravados, nos quais apenas um emitia o som longo considerado ideal.

Quais foram os resultados observados nos testes?

Em mais de 100 testes, mais de 75% das fêmeas expostas a duas opções selecionaram o chamado mais longo e atraente. Quando o número de chamados subiu para quatro, a taxa de acerto caiu para cerca de 50%, chegando a apenas 20% quando havia oito opções simultâneas.

O tempo de resposta das fêmeas também sofreu impacto direto da sobrecarga sonora. Às rãs chegaram a levar até um minuto e meio a mais para caminhar em direção a um alto-falante. Além disso, no teste com oito gravações, 17% das fêmeas paralisaram, não escolhendo nenhum parceiro antes do término do tempo do experimento, em comparação com apenas 3% de paralisação no teste com duas opções.

Quais são as consequências evolutivas e de sobrevivência?

A hesitação gerada pela sobrecarga de escolhas traz riscos à integridade física das fêmeas. A permanência por mais tempo em local exposto aumenta as chances de os animais serem capturados por predadores da região.

Além disso, segundo a pesquisadora Jessie Tanner, a dificuldade das fêmeas em selecionar o parceiro mais atraente em ambientes com ruído abundante permite que machos menos aptos continuem se reproduzindo.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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