Essa brasileira já lutava contra o estilo de "tradwife" em 1832 e ela revolucionou o feminismo no Brasil antes mesmo do movimento ter um nome
Muito antes das sufragistas ou das grandes ondas feministas do século XX, uma mulher nascida no Rio Grande do Norte já sacudia as estruturas do Império do Brasil. Em 1832, em um cenário onde a educação feminina era limitada a prendas domésticas e etiqueta, o que hoje chamaríamos de um estilo de vida "tradwife" (esposa tradicional) compulsório, Nísia Floresta Brasileira Augusta publicava seu primeiro livro. Ela não estava apenas pedindo licença para estudar; ela estava exigindo o direito à liberdade intelectual.
Nísia foi a primeira mulher a romper publicamente com o silêncio imposto ao sexo feminino na imprensa brasileira. Seu livro Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens foi inspirado na obra da britânica Mary Wollstonecraft, mas adaptado para a realidade de um Brasil colonial que ainda engatinhava como nação independente.
Uma educação além do bordado
A sociedade da época acreditava que o intelecto feminino era naturalmente inferior ou que o conhecimento "estragaria" a mulher para o casamento. Nísia não apenas escreveu contra isso; ela agiu. Em 1838, fundou no Rio de Janeiro o Colégio Augusto, uma instituição que causou escândalo na capital do Império.
Enquanto outras escolas ensinavam apenas costura, religião e culinária, o colégio de Nísia oferecia:
- Gramática e literatura;
- Francês e italiano;
- Aritmética e geografia;
- História e filosofia.
A imprensa da época reagiu com deboche e fúria. Jornais conservadores publicavam críticas afirmando que Nísia estava criando "mulheres ...
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