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Em 1879, um carteiro começou a recolher as pedras que apareciam em seu caminho: 33 anos depois, seu jardim abrigava um palácio colossal

Ou como o excêntrico da cidade acabou criando um monumento nacional

15 set 2026 - 09h07
(atualizado às 10h13)
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Resumo
Em 1879, o carteiro rural francês Ferdinand Cheval, então com 43 anos, tropeçou em uma pedra de formato incomum que despertou o sonho de erguer um palácio imaginário. Sem qualquer experiência em arquitetura ou construção, ele aproveitou suas longas caminhadas diárias de trabalho na região de Hauterives para recolher pedras peculiares com um carrinho de mão. Essa obsessão durou 33 anos, culminando na impressionante e colossal edificação que ele construiu com as próprias mãos em seu jardim.
Palais Idéal
Palais Idéal
Foto: Jeanne Menjoulet (Flickr), Benoît Prieur (Wikimedia) / Xataka

A história de Ferdinand Cheval tem algo de fábula: durante uma jornada de trabalho aparentemente rotineira, esse carteiro francês tropeçou em uma pedra e resolveu guardá-la. A partir daí, acabou dedicando boa parte de sua vida a transformar as pedras encontradas durante seus percursos em um palácio. O extraordinário não é apenas o resultado, mas também a duração daquela obsessão: começou em 1879 e ele só considerou sua obra concluída 33 anos depois.

Em abril de 1879, Ferdinand Cheval tinha 43 anos e trabalhava como carteiro rural nos arredores de Hauterives, uma pequena cidade do departamento francês de Drôme. Durante um de seus percursos, tropeçou em uma pedra cuja forma lhe pareceu tão estranha que decidiu recolhê-la e levá-la consigo.

Ele não sabia naquele momento, mas acabaria chamando-a de sua "pedra de tropeço". Aquele objeto aparentemente insignificante despertou uma velha fantasia que rondava sua cabeça havia anos: construir um dia um palácio surgido de sua própria imaginação.

Cheval vinha de uma família humilde de camponeses, havia trabalhado como padeiro e não tinha formação como arquiteto, escultor ou pedreiro. Seu ofício, no entanto, lhe proporcionava algo fundamental: percorria diariamente dezenas de quilômetros pelas estradas da região. Assim, ele começou a prestar atenção nas pedras que encontrava pelo caminho.

Primeiro, ele as guardava ou marcava durante o trajeto e depois voltava para buscá-las com um carrinho de mão, transformando pouco a pouco seu percurso ...

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