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Eles postam lixo gerado por IA e ganham milhões: o paradoxo dos canais 'fantasmas' que os usuários insistem em assinar

Coreia do Sul é o país que mais consome e Brasil está no Top 10

30 dez 2025 - 12h24
(atualizado em 30/12/2025 às 11h15)
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Foto: Xataka

A internet está sendo inundada pelo que os especialistas chamam de "slop" (algo como "lama" ou "lavagem"): conteúdos de baixíssima qualidade gerados inteiramente por inteligência artificial. Um novo relatório da empresa Kapwing revela que o YouTube atingiu uma marca preocupante: mais de 21% dos vídeos exibidos para novos usuários já são classificados como lixo gerado por IA.

Para chegar a esse número, pesquisadores simularam a experiência de uma conta nova no YouTube Shorts. Dos primeiros 500 vídeos sugeridos pelo algoritmo, 104 foram identificados como criações sintéticas descuidadas, usadas exclusivamente para "pescar" visualizações ou influenciar opiniões.

O lucrativo negócio da "lama" digital

O que torna esse fenômeno ainda mais intrigante é o volume de dinheiro envolvido. Canais "fantasmas" — sem apresentadores reais ou roteiros humanos — estão faturando fortunas.

O canal indiano Bandar Apna Dost, por exemplo, é o mais visualizado do gênero, acumulando 2,07 bilhões de visualizações e uma receita anual estimada em US$ 4,25 milhões.

Rankings globais de consumo

O relatório também mapeou os países que mais consomem e assinam esses canais de IA:

  • Consumo (visualizações): a Coreia do Sul lidera o ranking global, seguida pelo Paquistão e pelos Estados Unidos. Brasil está em 7º lugar.
  • Assinantes: a Espanha detém o maior número de inscritos em canais de IA (20,22 milhões), seguida pelo Egito e pelos EUA. Brasil está em 4º lugar.

Essa proliferação não se limita ao YouTube; ela reflete uma...

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