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"É como uma droga": os agentes de IA nunca dormem, então os fundadores de startups também não

Os fundadores de startups se tornaram escravos de seus próprios agentes

30 ago 2026 - 12h11
(atualizado às 13h10)
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Resumo
A popularização dos agentes de IA, que operam sem descanso, está sobrecarregando fundadores de startups. Por não serem totalmente autônomos, esses sistemas exigem validações humanas para não travarem, levando gestores a sacrificarem o sono para supervisioná-los 24 horas por dia. O receio de perdas financeiras com a ociosidade das máquinas gerou uma rotina de hiperdisponibilidade extrema, descrita por empresários como uma dependência viciante que compromete o descanso.
Agentes de IA
Agentes de IA
Foto: Xataka com Magnific / Xataka

2026 foi o ano dos agentes. Tudo começou com o sucesso viral do OpenClaw e, poucos meses depois, as empresas estavam cheias de agentes de IA. Eles não dormem, podem ficar trabalhando durante dias, semanas ou meses sem descanso. Isso, que é sua maior virtude, também tem um lado ruim: aqueles que os supervisionam se tornaram verdadeiros escravos de seus agentes de IA.

Segundo o Wall Street Journal, os fundadores de muitas startups estão com seus ciclos de sono completamente desregulados porque ficam de olho em seus agentes de IA. Aditya Sharma, cofundador da startup Keel, conta que há dias em que vai dormir às 6 da manhã, atendendo às solicitações dos agentes. Esse não é um caso isolado e demonstra uma nova cultura de hiperdisponibilidade alimentada por esses agentes de IA.

Um agente de IA é capaz de executar tarefas e seguir fluxos de trabalho muito complexos, mas não é 100% autônomo. Algumas etapas exigem validação por parte de um humano e, se ninguém intervier, os agentes ficam bloqueados. Sharma afirma que "o custo de os agentes ficarem bloqueados durante oito horas é excessivamente alto". O resultado é que ele está sempre de olho para ver se algum deles ficou parado esperando sua aprovação.

Viciantes

Vários desses fundadores descrevem a situação em termos que parecem mais relacionados à dependência do que à produtividade. Peter Pezaris, fundador da Proxon, diz que "é como uma droga. Nunca usei drogas, mas imagino que seja assim". Ele calcula que sua empresa funciona 30 ...

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