De bebidas doces a 'bolsa de sangue': entenda a caffeinetopia, a obsessão por café na Coreia que revela o impacto do cansaço na mente dos jovens
Na Coreia do Sul, uma relação cada vez mais intensa com a cafeína ganhou até um nome próprio — e uma curiosa forma de representar o quanto o café se tornou indispensável
O café é uma bebida associada à energia que está presente na rotina de milhões de pessoas, especialmente entre os brasileiros, o maior produtor e exportador mundial de grãos. Mas, na Coreia do Sul, a relação com a cafeína é um pouco diferente, quase uma obsessão, e ganhou proporções que já fazem parte da cultura local. Essa "tendência" ganhou o nome de "caffeinetopia", uma expressão usada para descrever uma cultura em que o café e outras bebidas com cafeína estão por toda parte e acompanha os jovens em diferentes momentos do dia, seja em cafés, em casa ou bebidas vendidas em lojas de conveniência.
O tamanho dessa dependência ao café é retratado até em piadas autodepreciativas, que chamam o café preto de "bolsa de sangue", como se a bebida fosse necessária para manter o corpo funcionando. Por trás da brincadeira, porém, existe um problema cultural alimentado pela pressão acadêmica e facilidade de acesso, fatores que ajudam a explicar por que a cafeína passou a ser tão presente na rotina de muitos jovens sul-coreanos. O hábito também vem chegando cada vez mais cedo, alcançando crianças e adolescentes, justamente em uma fase em que o organismo ainda está em desenvolvimento e os efeitos do consumo frequente de cafeína pode ser arriscado.
Caffeinetopia transforma a cafeína em combustível para estudar, trabalhar e até passar o tempo
Na Coreia do Sul, a cafeína não é só uma bebida tomada pela manhã para despertar e espantar o sono. Por lá, o consumo de cafeína ganhou uma dimensão ...
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