Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ciência

Publicidade

VÍDEO: Brasil lança foguete para testar em voo sistema de recuperação por paraquedas

PSM-R foi lançada com o veículo de sondagem VS-30 V16, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim

15 set 2026 - 17h21
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Brasil lançou o foguete VS-30 da Barreira do Inferno (RN) para testar em voo o sistema de recuperação por paraquedas da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R). Principal ação da Operação Potiguar 2, o teste viabiliza o resgate de experimentos científicos no mar e o reaproveitamento de equipamentos com menor custo. A missão levou a plataforma a cerca de 150 km de altitude, permitindo pesquisas sobre os efeitos da microgravidade em microrganismos.

O foguete que transporta a Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R) foi lançado nesta terça-feira, 15, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, para testar em voo o sistema de recuperação por paraquedas da plataforma.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que o lançamento é a principal atividade da missão Operação Potiguar 2, que ocorre entre 31 de agosto e 19 de setembro. A primeira etapa, realizada em 2024, tinha como objetivo verificar procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Nesta segunda fase, o foco foi testar, em condições reais de voo, o sistema de recuperação por paraquedas da PSM-R, equipamento do Programa Microgravidade desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), pela empresa Orbital Engenharia e pela AEB.

PSM-R foi lançada com o veículo de sondagem VS-30 V16.
PSM-R foi lançada com o veículo de sondagem VS-30 V16.
Foto: Reprodução/Instagram via @agenciaespacialbrasileira / Estadão

Segundo a AEB, o sistema de recuperação é formado por um conjunto de paraquedas que permite o retorno da plataforma e o resgate da carga útil no mar. Isso é necessário para pesquisas que dependem do retorno de amostras aos laboratórios.

O recurso também possibilita o reaproveitamento de equipamentos e reduz o intervalo entre os lançamentos, além de ter custo significativamente menor.

A PSM-R dá suporte a experimentos científicos e tecnológicos durante o voo, fornecendo energia, transmitindo dados por telemetria e controlando sua orientação. Esses recursos permitem manter a plataforma estável e reduzir seus movimentos de rotação durante o voo.

A agência afirmou que o teste em voo é importante para a qualificação do sistema, porque as condições enfrentadas pelos paraquedas durante o retorno não podem ser reproduzidas integralmente em ensaios terrestres.

O lançamento ocorreu com o veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo IAE. É um veículo suborbital de um estágio, movido a propelente sólido, que utiliza lançamento por trilho e estabilização por meio da aerodinâmica e da rotação.

Destinado ao transporte de cargas úteis para altitudes superiores a 100 quilômetros, o veículo permite a realização de experimentos em condições de microgravidade durante parte do voo.

A PSM-R transportou módulos destinados a experimentos científicos. Um deles tem como objetivo avaliar os efeitos da microgravidade sobre microrganismos durante o voo suborbital, além de verificar os efeitos das vibrações sobre a viabilidade celular.

A expectativa é de que a plataforma atinja um apogeu - ponto mais alto da trajetória - de aproximadamente 150 quilômetros, com base em voos anteriores. Não há previsão de quando os resultados serão divulgados, mas eles deverão fornecer dados para a avaliação do sistema de recuperação da PSM-R e para o desenvolvimento de futuras atividades de pesquisa em microgravidade.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra