Será que poderemos adotar? Guaxinins urbanos mostram sinais iniciais de domesticação, aponta estudo
A simples proximidade com humanos pode desencadear mudanças
Acostumados a vasculhar latas de lixo e a circular por quintais, os guaxinins se tornaram figuras comuns nas cidades da América do Norte. Essa convivência tão próxima dos humanos parece estar deixando marcas físicas na espécie: um novo estudo sugere que guaxinins que vivem em áreas urbanas estão desenvolvendo focinhos mais curtos, uma das características associadas à domesticação em diversos animais.
A pesquisa reforça a ideia de que o processo de domesticação não começa necessariamente com intervenção humana direta, como captura ou criação seletiva. Segundo os autores, ele se inicia muito antes, quando uma espécie passa a conviver rotineiramente com ambientes humanos e a depender dos recursos que encontra ali.
Será que eles querem ser adotados?
"Produzimos muito lixo onde quer que vamos", explica Raffaela Lesch, bióloga da Universidade de Arkansas em Little Rock e coautora do estudo. Essa abundância de restos de comida funciona como um verdadeiro buffet para animais oportunistas. Para aproveitar esse cenário, eles precisam ser ousados o suficiente para explorar o lixo, mas não a ponto de se tornarem um risco para as pessoas. Essa pressão seletiva, segundo Lesch, pode ser poderosa.
O estudo lembra ainda que essa redução na resposta de medo, um comportamento-chave na domesticação, costuma vir acompanhada de mudanças físicas. Desde Darwin, pesquisadores observam padrões como focinho mais curto, cabeça menor, orelhas caídas e manchas brancas na pelagem em animais domesticados. Em ...
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