Por enquanto, IA está tirando empregos de um número muito pequeno de pessoas
Anthropic divulga estudo sobre impacto da IA no mercado de trabalho; Pesquisadores apontam, entre outras coisas, quais setores estão mais expostos à tecnologia.
Há tempos ouvimos que a inteligência artificial vai destruir milhões de empregos qualificados. O próprio Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou no ano passado que a IA poderia afetar metade de todos os empregos administrativos de nível básico nos próximos anos. Mustafa Suleyman, chefe de IA da Microsoft, foi mais agressivo em suas estimativas, afirmando que a maior parte do trabalho profissional seria substituída em doze a dezoito meses.
Agora, a própria Anthropic publicou um estudo que, embora não negue o risco, força um ajuste significativo nessas previsões.
O que o estudo mede
A pesquisa, de autoria dos economistas Maxim Massenkoff e Peter McCrory, introduz uma nova métrica chamada "exposição observada". A ideia é que, em vez de perguntar quais tarefas a IA poderia teoricamente executar, os autores analisam o que ela está realmente fazendo agora em ambientes profissionais, usando dados sobre o uso do Claude em contextos de trabalho.
A lacuna entre a capacidade teórica e o uso no mundo real
Tomando como exemplo os setores de ciência da computação e matemática, os modelos de linguagem seriam teoricamente capazes de executar 94% das tarefas associadas a essas profissões. Na prática, Claude abrange apenas 33% das tarefas, segundo o estudo. Em automação de escritório e funções administrativas, a capacidade teórica se aproxima de 90%; o uso no mundo real, porém, está muito aquém.
Os próprios autores ilustram sua métrica com um exemplo: autorizar a renovação de receitas em farmácias...
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