Paradoxo: leva-se mais tempo para viajar até as galáxias mais distantes a mil vezes a velocidade da luz do que a quase à velocidade da luz
Incríveis possibilidades da viagem relativística ofuscam até mesmo as fantasias mais loucas da dobra espacial e similares
O ano é 1874: um jovem chamado Max Planck decide estudar física em Munique - com o respeitado físico e matemático Philipp von Jolly, mas o professor o desaconselha. Não porque duvidasse da capacidade de Planck, mas porque estava convencido de que a física já havia sido quase completamente pesquisada. Para jovens cientistas, disse ele, não havia mais nada de inovador a ser descoberto nesse campo.
Ele dificilmente poderia ter errado mais. Apenas algumas décadas depois, Max Planck e um certo Albert Einstein, com suas teorias (física quântica e relatividade), abalariam os fundamentos da física e iniciariam uma mudança de paradigma.
A propósito, von Jolly não estava sozinho nesse erro de julgamento. Na segunda metade do século XIX, muitos físicos acreditavam que a grande aventura já havia terminado. Até mesmo Lord Kelvin, que dá nome à escala de temperatura, compartilhava dessa opinião.
Mas a física clássica, que vigorava até então, logo atingiu seus limites. Por exemplo, o fenômeno que é o tema deste artigo não poderia ser explicado de forma alguma sem a teoria da relatividade de Einstein.
Por mais louco que pareça: de acordo com o conhecimento atual, seria teoricamente mais realista alcançar o limite do universo observável dentro de uma vida humana - desde que ele não se afastasse constantemente de nós à velocidade da luz devido à expansão cósmica - do que usar uma unidade de dobra espacial para alcançar o sistema estelar mais próximo, Alfa Centauri, que fica a apenas 4,24 ...
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