Os especialistas concordam: muitos alimentos e cosméticos têm aditivos que nos interessa evitar a qualquer preço
Um aditivo pode levar décadas para ser aprovado, mas usado em massa antes que estudos científicos obriguem as autoridades a reabrir seu dossiê
Toda vez que colocamos um pacote de salgadinho, produto industrializado ou até hidratante corporal no carrinho de compras, incorporamos dezenas de substâncias no nosso corpo que muitas vezes passam despercebidas, apesar de aparecerem no rótulo. Conservantes, corantes e emulsionantes fazem parte da composição usual de milhares de produtos que compramos nos supermercados. Sua presença responde a uma lógica industrial legítima: é necessário estender a vida útil de um alimento ou estabilizar a textura de um cosmético.
O problema é que as regulamentações que regem esses aditivos quase sempre ficam atrás do conhecimento científico. Um aditivo pode levar décadas para ser aprovado e usado em massa antes que estudos científicos obriguem as autoridades a reabrir seu dossiê. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) reavalia periodicamente esses compostos, mas seu modo de trabalho exige acumulação de evidências sólidas e sustenta anos de exposição contínua antes de quaisquer mudanças regulatórias.
Essa desconexão não significa de forma alguma que tudo permitido seja automaticamente perigoso. Na verdade, a grande maioria dos aditivos autorizados é respaldada por décadas de estudos toxicológicos. Mesmo assim, é do interesse dos consumidores saber quais substâncias geraram mais controvérsia científica, em quais produtos aparecem com mais frequência e quais instituições se concentraram nelas.
Os conservantes que já estão em discussão
O benzoato de sódio (E211) é um dos conservantes...
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