Segundo astrônomos, temperaturas diferentes geram cores distintas
Foto: ESO / Divulgação
Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) conseguiram obter imagens de um "berçário" colorido de estrelas. Com a ajuda do chamado Very Large Telescope ("Telescópio Muito Grande", em tradução livre), que fica no Chile, os cientistas fizeram as fotos de uma região de formação estelar muito ativa na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias vizinhas à Via Láctea.
A Grande Nuvem de Magalhães fica a apenas 163 mil anos-luz de distância da Via Láctea. Pode parecer muito, mas é considerado muito próximo na escala cósmica.
A imagem nítida mostra duas nebulosas de gás brilhante, uma avermelhada e outra azul. A nebulosa vermelha é composta principalmente de hidrogênio. Seu tom avermelhado se deve à presença de estrelas jovens com temperaturas de cerca de 25 mil graus celsius. A radiação dessas estrelas leva à saída de elétrons dos átomos de hidrogênio. A ionização provoca o brilho característico, com essa cor.
Grandes estrelas jovens também produzem fortes ventos solares, levando gás superaquecido a se dispersar. Isso pode ser observado na nebulosa azul, onde uma estrela com altíssima temperatura aparece dentro de círculo de gás. A estrela no centro destra nebulosa é muito mais quente do que as encontradas na vizinha vermelha. Acredita-se que sua temperatura chegue aos 50 mil graus.
"Ela (a estrela) ioniza o gás, forçando os elétrons para fora dos atomos, e os átomos então brilham em linhas espectrais (a manifestação visual, colorida, dessa ionização) . Isso significa que esta nebulosa é azul porque está emitindo a maior parte dessa radiação em algumas poucas linhas (espectrais)", disse Jeremy Walsh, astrônomo do observatório.
Espaço em julho: cor real de exoplaneta é revelada e lembra a Terra
Astrônomos determinaram pela primeira vez a verdadeira cor de um planeta na órbita de uma estrela diferente do Sol. Se visto por olhos humanos, o planeta conhecido como HD 189733b seria de um profundo azul cobalto - parecido com as cores da Terra quando vista do espaço. Veja a seguir as melhores imagens de astronomia de julho
Foto: NASA, ESA, M. Kornmesser / Divulgação
Imagem de campo estelar mostra a estrela HD 189733 ao centro. À direita aparece a nebulosa Messier 27
Foto: NASA, ESA / Divulgação
Campo estelar na região espacial onde o HD 189733b está localizado mostra asterismo do chamado Triângulo do Verão: uma formação no céu composta pelas estrelas Vega (esquerda, acima), Altair (meio, abaixo) e Deneb (esquerda). O exoplaneta orbita uma estrela nas proximidades do centro do triângulo
Foto: A. Fujii / Divulgação
Ilustração mostra o planeta orbitando sua estrela, HD 189733
Foto: NASA, ESA, G. Bacon / Divulgação
Mapa comparativo mostra as cores dos planetas no Sistema Solar. Com exceção de Marte, essas cores são determinadas, principalmente, pelo aspecto químico das atmosferas. A atmosfera azul da Terra, unida ao azul dos oceanos, torna essa a cor predominante; no HD 189733b, o azul se deve às partículas de silicato que dispersam luz azul. Leia mais -
Foto: NASA, ESA, A. Feild / Divulgação
Rara imagem feita no dia 19 de julho pela lente grande-angular da sonda Cassini mostra os anéis de Saturno com o planeta Terra e a Lua ao fundo: um mesmo ponto brilhante à distância de 1,5 bilhão de quilômetros
Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute / Divulgação
Um total de 323 imagens vai montar um mosaico mostrando todo o sistema dos anéis de Saturno. Esta é a única imagem em que a Terra e a Lua aparecem juntas e distinguíveis a partir de Saturno
Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute / Divulgação
Comparativo da Nasa mostra imagens da Terra e a Lua vistas de Saturni pelas sondas Cassini (a 1,44 bilhão de quilômetros) e Messenger (98 milhões de quilômetros). Leia mais -
Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute / Divulgação
A astronauta Karen L. Nyberg registrou do espaço algumas cidades na América do Norte "acordando". Detroit, Cleveland (nos Estados Unidos) e Toronto (no Canadá) começam a ligar as primeiras luzes durante a madrugada enquanto o Sol nasce no horizonte, visto a partir da Estação Espacial Internacional. Leia mais -
Foto: Karen L. Nyberg/Twitter / Reprodução
Cientistas registraram uma explosão de raios gama após a colisão de duas estrelas de nêutrons. O resultado do evento cataclísmico foi a produção de diversos elementos - foi ejetado o equivalente a 100 vezes a massa do Sol em material. Entre essa gigantesca quantidade de matéria, muito ouro - os cientistas estimam que 10 vezes a massa da Lua. Leia mais -
Foto: Dana Berry, SkyWorks Digital, Inc. / Divulgação
O telescópio espacial Hubble descobriu uma nova lua na órbita de Netuno, elevando para 14 o número de satélites naturais ao redor do planeta gigante. A lua, denominada S/2004 N 1, tem diâmetro estimado em pouco mais de 19 quilômetros, o que a torna a menor do sistema netuniano. Ela é tão pequena e escura que tem o brilho aproximadamente 100 milhões de vezes mais fraco que o menor brilho de uma estrela possível de ser vista a olho nu. Leia mais -
Foto: NASA, ESA, M. Showalter / Divulgação
A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira que Kerberos e Styx (Cérbero e Estige, em português) foram oficialmente reconhecidos como os nomes da quarta e quinta luas de Plutão, descobertas em 2011 e 2012. Na imagem, Plutão e suas cinco luas: as já conhecidas Caronte, Nix e Hidra, e as novas Cérbero e Estige. Leia mais -
Foto: NASA, ESA / Divulgação
Astrônomos observaram pela primeira vez uma nuvem de gás sendo despedaçada pelo buraco negro de massa extremamente elevada que se encontra no centro da nossa galáxia, a Via Láctea. A nuvem está tão esticada que a sua parte da frente já passou pelo ponto mais próximo e se desloca agora para longe do buraco negro a mais de 10 milhões de quilômetros por hora, enquanto a cauda da nuvem ainda cai em direção ao buraco negro. Leia mais -
Cientistas conseguiram observar uma galáxia no processo de absorção de gás do exterior, a melhor evidência direta obtida até o momento para sustentar as teorias existentes sobre sua formação. Impressão artística mostra uma galáxia a "apenas" dois bilhões de anos após o Big Bang durante o processo de absorver matéria ao seu redor. Leia mais -
Foto: Divulgação
Astrônomos divulgaram a melhor imagem já obtida de uma estrela gigantesca em formação no interior de uma nuvem escura. Ali foi descoberta uma espécie de útero estelar com cerca de 500 vezes a massa solar - o maior encontrado até hoje na Via Láctea - que ainda está crescendo. A estrela embrionária se alimenta do material que cai para o interior da nuvem e deve se tornar uma estrela muito brilhante, com até 100 massas solares, segundo os cientistas. Leia mais -
Foto: ALMA (ESO/NRAJ/NRAO)/NASA/Spitzer/JPL-Caltech/GLIMPSE / Divulgação
Uma sonda da Nasa conseguiu registrar pela primeira vez a cauda do Sistema Solar. Há muito tempo os cientistas acreditavam que o nosso sistema planetário tivesse, assim como cometa, uma cauda. Ela é um prolongamento da heliosfera (a "bolha" das partículas emitidas pelo Sol) causada pelo nosso deslocamento na Via Láctea, a nossa galáxia. Leia mais -
Foto: Nasa / Divulgação
Dois astronautas estão leiloando artefatos pessoais levados ao espaço em um esforço para ajudar a proteger a Terra de asteroides. Os americanos Rusty Schweickart e Ed Lu colocaram à venda medalhas, bandeiras e broches que usaram em missões espaciais para apoiar o lançamento do telescópio privado Sentinel, desenvolvido com o objetivo de descobrir, mapear e rastrear asteroides com órbitas próximas da Terra que possam ameaçar a vida humana no planeta. Leia mais -
Foto: B612 / Divulgação
O veículo de exploração espacial a ser enviado a Marte pela Nasa - agência espacial americana - em 2020 vai procurar por sinais de vidas passadas, coletar amostras para um possível retorno à Terra e testar a tecnologia destinada a futura exploração humana no planeta vermelho, de acordo com um relatório elaborado por técnicos da agência. Leia mais -
Foto: NASA/JPL-Caltech / Divulgação
Imagem feita por uma das câmeras do robô americano Curiosity mostra os rastros deixados pelo equipamento no solo marciano. Segundo a Nasa, o registro foi feito quando o robô saía do último ponto analisado na área de Glenelg. Leia mais -
Foto: Nasa / AFP
Apesar de seu aspecto por vezes monótono, o Sol é uma estrela dinâmica e de grande beleza. Uma análise dos diferentes comprimentos de onda da luz produzida pelo Sol revela processos e camadas bastante distintos
Foto: Nasa / Divulgação
A atmosfera do Sol é chamada de coroa (ou corona) solar. Esta imagem, usando luz ultravioleta, mostra as partes mais quentes da zona de transição e a coroa. As diferentes cores representam temperaturas distintas: o vermelho é relativamente frio (cerca de 60 mil graus), enquanto o azul e o cinza são temperaturas muito quentes (mais de 1 milhão de graus)
Foto: Nasa / Divulgação
Forças magnéticas expelem 'matéria solar' além da coroa, em eventos conhecidos como 'ejeção de massa coronal'. Esta imagem aproximada mostra o fenômeno. As ejeções podem viajar a quase 1,4 mil quilômetros por segundo, alcançando o campo magnético da Terra em questão de dias
Foto: Nasa / Divulgação
Quando a matéria solar alcança o campo magnético da Terra, ela cria este efeito magnífico, chamado de aurora. A matéria solar interage com os gases da atmosfera, produzindo esta luz encantadora. A luz é mais visível próximo aos polos magnéticos da Terra, onde há maior concentração do campo magnético. A aurora australis (no polo Sul) retratada aqui foi fotografada pela Estação Espacial Internacional. Leia mais -
Foto: Nasa / Divulgação
Uma sonda da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) registrou um buraco gigante na atmosfera solar, na área do polo norte do Sol. A sonda Observatório Solar e Helioscópico (Soho, na sigla em inglês) capturou a imagem do buraco gigantesco no dia 18 de julho. Leia mais -
Foto: Nasa / Divulgação
A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) recebeu uma visita "extraterrestre" nesta segunda-feira. O mascote Paxi, da Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês), flutuou pela cabine em um vídeo apresentado pelo astronauta italiano Luca Parmitano, um dos integrantes da Expedição 36. O pequeno e sorridente boneco leva as cores da bandeira da Itália: verde, branco e vermelho. Leia mais -
Foto: Reprodução
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