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Ciência

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Criadores da inteligência artificial mais avançada do mundo concordam: ela precisa ser controlada

Líderes de três das empresas mais importantes do setor apresentaram abordagens diferentes para controlar modelos mais avançados

21 ago 2026 - 11h05
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Resumo
Líderes de grandes empresas de IA, como Sam Altman (OpenAI), Demis Hassabis (DeepMind) e Dario Amodei (Anthropic), agora defendem a regulamentação externa de modelos avançados antes do lançamento público. Embora proponham formatos distintos de fiscalização inspirados nos setores de aviação, finanças e energia atômica, eles concordam na necessidade de impor controles a tecnologias de alto risco, focando em ameaças críticas como biossegurança e ciberataques.
Imagem | Aideal Hwa (Unsplash)
Imagem | Aideal Hwa (Unsplash)
Foto: Imagem | Aideal Hwa (Unsplash) / Xataka

Durante anos, grande parte do Vale do Silício defendeu o desenvolvimento irrestrito da inteligência artificial. Em 2026, alguns dos seus maiores nomes começam a defender publicamente exatamente o oposto: Sam Altman (CEO da OpenAI), Demis Hassabis (CEO do Google DeepMind) e Dario Amodei (CEO da Anthropic) publicaram propostas nas últimas semanas para regulamentar os modelos de IA mais avançados.

Suas soluções divergem, mas partem de uma preocupação comum: acreditam que os modelos mais poderosos precisam de controles externos antes de chegarem ao público. Concordam também em concentrar essas medidas em sistemas capazes de representar riscos significativos, especialmente em áreas como segurança cibernética ou biologia, em vez de aplicar as mesmas restrições a todas as ferramentas de inteligência artificial.

Grandes empresas de IA agora querem árbitros

Amodei propõe um sistema semelhante ao da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), com uma agência federal capaz de bloquear imediatamente o lançamento de um modelo considerado muito perigoso. Hassabis propõe algo mais próximo da FINRA, o órgão autorregulador do setor financeiro dos EUA: avaliações conduzidas por terceiros e supervisionadas pelo governo federal, inicialmente voluntárias, mas que poderiam eventualmente se tornar obrigatórias.

Altman vai ainda mais longe. Sua proposta toma a Agência Internacional de Energia Atômica como modelo e prevê uma instituição internacional liderada pelos EUA que estabelece padrões, ...

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