A epidemia de Ebola mais rápida da história avança tão agressivamente que nem a ciência consegue ter tempo de detê-la
Até o momento não existem vacinas ou tratamentos eficazes para detê-la
A África enfrenta a epidemia de Ebola mais rápida da história, impulsionada pela cepa Bundibugyo, que não possui vacina ou tratamento aprovado. Concentrado na República Democrática do Congo e em Uganda, o surto já registra mais de 5 mil casos e cerca de 2,4 mil mortes, com letalidade de até 47%. Declarada emergência de saúde internacional pela OMS, a crise já se tornou o segundo maior surto da história da doença devido à velocidade sem precedentes de transmissão.
A África enfrenta uma crise de saúde de proporções históricas que começou com um alerta na República Democrática do Congo e em Uganda e evoluiu, em poucas semanas, para o surto de Ebola que mais cresce já documentado. Organizações internacionais já não falam mais de uma ameaça potencial, mas de uma "epidemia sem precedentes" impulsionada por uma cepa para a qual, até hoje, a medicina moderna não possui nem vacina nem tratamento específico aprovado, que é o vírus Bundibugyo.
A situação é tão crítica que, em 17 de maio de 2026, o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde declarou uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Desde então, os dados só pioraram, despertando temores de reviver, ou até mesmo superar, o cenário catastrófico da grande epidemia da África Ocidental de 2014-2016.
Se há algo que caracteriza esse surto, é a velocidade impressionante da transmissão. De acordo com os dados mais recentes de meados de agosto do CDC e da OMS, há mais de 5.021 casos confirmados e 2.378 mortes na República Democrática do Congo. Mas o problema é que o vírus se espalhou por 49 zonas de saúde distribuídas em cinco províncias diferentes.
No caso de Uganda, os números não são tão altos, já que há "apenas" 20 casos confirmados e duas mortes. Juntos, isso eleva a taxa de letalidade entre 44% e 47%.
Esses números fazem desta crise oficialmente o segundo maior surto de Ebola registrado na história, atrás apenas do de 2014. O Instituto Nacional Holandês...
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