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Ciência

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Cientistas propõem modelo unificado para explicar a topografia oculta da Antártida

Novo estudo afirma que as grandes bacias da Antártida Oriental não são acidentes independentes, mas sim o resultado de um processo de extensão rotacional

10 jun 2026 - 15h42
(atualizado em 11/6/2026 às 12h39)
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Topografia Antártida
Topografia Antártida
Foto: Tam Minton (Unsplash), Nature / Xataka

As pesquisas que vinham cartografando a Antártica nas últimas décadas tiveram sucesso em encontrar enormes depressões e lagos subglaciais. Até agora, essas formações eram estudadas como peças isoladas de um quebra-cabeça geológico; no entanto, um novo estudo mudou completamente essa visão.

A pesquisa foi publicada na Nature Geoscience e mostra que as grandes bacias da Antártida Oriental não são acidentes independentes, mas fazem parte de uma única e gigantesca província tectônica em forma de leque.

Utilizando uma combinação de dados de topografia subglacial, gravidade e magnetismo, o artigo científico propõe que toda essa vasta região é o resultado de um processo de extensão rotacional distribuída.

Para entender isso, podemos imaginar a crosta terrestre nessa região se abrindo e se esticando de forma assimétrica, desdobrando-se como se fosse um leque. Esse colossal movimento tectônico teria transformado a Antártida Oriental em um dos maiores exemplos conhecidos de extensão rotacional em crosta continental de todo o planeta.

A origem dessa cicatriz continental estaria intimamente ligada à história do nosso planeta, em especial às fases tectônicas associadas à fragmentação do supercontinente Gondwana e à dramática separação entre a Antártida e a Austrália. À medida que as massas terrestres foram se separando, a crosta se esticou e se fraturou, deixando essa "topografia soerguida" que hoje permanece oculta sob quilômetros de gelo.

A importância da pesquisa

Além do inegável valor...

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