Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

As ilusões de óptica que a ciência estuda para explicar os 'truques' da mente

13 mai 2016 - 11h29
(atualizado às 12h32)
Compartilhar
Exibir comentários

Você consegue ver alguma figura na imagem?

Você consegue ver alguma figura na imagem acima?
Você consegue ver alguma figura na imagem acima?
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBC News Brasil

Não se preocupe se não estiver identificando nada na imagem: a não ser que você já conheça a imagem, é provável que só esteja vendo manchas pretas.

O curioso é que, quando se consegue finalmente ver o que parece estar escondido, não se deixa de vê-lo. Você pode conferir isso no final do texto: colocamos a "solução" abaixo para não estragar a surpresa.

Este é um fenômeno que demonstra a capacidade de nosso sistema visual de organizar o que vemos em uma forma compreensível.

Mas há outro aspecto interessante: há pessoas que estão lendo isso sem entender por que alguns não veem o que para elas é óbvio.

Elas não precisam ir até o fim do texto para encontrar a figura escondida.

Vamos tentar outra:

Pontos parecem desaparecer em ilusão de óptica:

Fixe os olhos no ponto que está no centro, que fica verde e vermelho.

Você vê o pontos amarelos? O tempo todo?

Se ele desaparece em alguns momentos, você teve uma ilusão de óptica: os pontos amarelos estão na imagem o tempo todo.

Essa é uma criação do especialista no tema Michael Bach, que não apenas estudou as ilusões ópticas como também tem um site no qual coleciona exemplos e os explica.

"Como cientista, as ilusões servem para pôr a prova o grau em que entendemos nossa percepção visual", disse ele à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Como ser humano, a aparição de um movimento inesperado da minha percepção tem o encanto de uma brincadeira", acrescenta.

As ilusões de óptica realmente divertem. Mas será que elas podem indicar que algo está errado?

A premissa é a seguinte: quando uma pessoa não vê bem o que está longe, tem miopia. Quando, depois de uma certa idade, deixa de ver o que está perto, tem hipermetropia. Mas, se você deixa de ver algo que está bem na sua frente, será que isso também não significa um problema de visão?

Além disso, como explica Bach, "no caso de muitas ilusões, há uma porcentagem de pessoas que simplesmente não as veem, normalmente por razões ainda desconhecidas".

Ele mesmo deu a isso o nome de "cegueira induzida por movimento". Se não vemos, ainda que momentaneamente, algo que está ali, temos algum problema visual?

O especialista assegura que não. Ele diz em seu site que não gosta do termo "ilusões de óptica" porque "soa pejorativo, como se tivesse expondo uma falha no sistema visual".

"Na verdade, considero que esses fenômenos realçam como esse sistema é bom em se adaptar: parte da base de experiências visuais normais e por isso, em contextos pouco usuais, pode resultar em interpretações inapropriadas da cena visual."

De fato, disse ele à BBC Mundo, as ilusões de óptica nos ensinam "humildade".

Além disso, nos mostram como "o cérebro reconstrói um 'mundo interno' com muito pouca informação, guiado pela experiência, e ocasionalmente isso falha".

Agora que esclarecemos a preocupação, podemos voltar à diversão.

A espiral de Fraser

Esta foi criada em 1908 pelo psicólogo britânico James Fraser. Você vê a espiral? Tem certeza?
Esta foi criada em 1908 pelo psicólogo britânico James Fraser. Você vê a espiral? Tem certeza?
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBC News Brasil
Mas não é uma espiral. É uma ilusão conhecida como "a falsa espiral" ou pelo nome original "a ilusão do cordão retorcido".
Mas não é uma espiral. É uma ilusão conhecida como "a falsa espiral" ou pelo nome original "a ilusão do cordão retorcido".
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBC News Brasil

Iluminação

Vídeo mostra ilusão de óptica:

Parece que o quadrado está respirando? Ele se aproxima de você e depois se afasta?

Todos os discos mudam de luminosidade individualmente, indo lentamente do preto para o branco, e vice-versa.

Isso cria a ilusão desenvolvida pelo neurobiólogo de olhos Frank Schäffel para estimular a acomodação sem mudanças de foco nem de movimento.

E, antes de terminar, o prometido:

Aqui está o dálmata. Se você não tinha visto, agora não vai mais deixar de ver (se quiser testar, volte à imagem inicial)
Aqui está o dálmata. Se você não tinha visto, agora não vai mais deixar de ver (se quiser testar, volte à imagem inicial)
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBC News Brasil
  • Todas as ilusões de óptica são cortesia de Michael Bach.
BBC News Brasil BBC News Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade