Alerta aos motoristas: o Super El Niño está destruindo a pintura dos carros e o prejuízo pode ser enorme
Fenômeno climático pode deixar marcas permanentes na pintura do carro sem que muitos motoristas percebam os primeiros sinais
O Super El Niño não deve impactar apenas as temperaturas e o regime de chuvas no Brasil. Segundo especialistas, o fenômeno também pode acelerar o desgaste da pintura dos veículos. Entre os efeitos previstos, estão temperaturas acima da média, chuvas intensas em parte do Sul do país e maior frequência de eventos climáticos extremos.
Nesse cenário, o calor intenso, a radiação ultravioleta e até a chamada chuva ácida podem reduzir significativamente a vida útil da pintura automotiva, principalmente quando a manutenção preventiva é deixada de lado.
Calor não estraga a tinta de uma vez, mas acelera seu envelhecimento
Segundo Maykon Cordeiro, especialista em pintura automotiva industrial, o principal alvo é o verniz, camada transparente aplicada sobre a tinta para protegê-la.
"O verniz é a principal camada de proteção da pintura contra os agentes externos. Quando ele perde eficiência por falta de manutenção, o calor, a chuva e os contaminantes começam a agir diretamente sobre a superfície, reduzindo sua durabilidade", explica.
Fabricantes de tintas automotivas também apontam que o verniz funciona como uma barreira contra radiação ultravioleta, umidade, produtos químicos e pequenas agressões mecânicas. O problema é que essa proteção se desgasta naturalmente ao longo dos anos.
Além disso, estudos sobre revestimentos automotivos mostram que os aditivos responsáveis por absorver os raios UV também perdem eficiência com o tempo, deixando a pintura mais vulnerável com o passar dos anos.
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