Após ataques a oleoduto, Arábia Saudita começa a cancelar exportações de petróleo para a Europa
O ataque das forças houthis contra o estratégico oleoduto que atravessa a Arábia Saudita já está tendo consequências
Após ataques de drones do grupo houthi do Iêmen contra um oleoduto estratégico que transporta 7 milhões de barris diários, a Arábia Saudita cancelou exportações de petróleo para a Europa. Com a infraestrutura em reparos, que podem durar de dias a semanas, o maior exportador global enfrenta dificuldades logísticas. A interrupção já impacta os mercados internacionais e gera temores de que o barril de petróleo supere a marca de 150 dólares caso o corte no fornecimento europeu se prolongue.
Há apenas alguns dias, forças houthis atacaram com drones o oleoduto estratégico que atravessa a Arábia Saudita. Os houthis são um movimento político-religioso e militar armado que controla a capital e grande parte do território do Iêmen. Esse grupo vive há mais de uma década um conflito contra a Arábia Saudita, que não reconhece seu governo como legítimo.
As consequências dos ataques não demoraram a aparecer. Com essa infraestrutura em reparos, o país, que é o maior exportador de petróleo do mundo, está tendo dificuldades para colocar parte de sua produção no mercado pelas rotas habituais. E os efeitos estão sendo devastadores, com aumentos no preço do barril de petróleo que podem chegar a superar a barreira dos 150 dólares em alguns cenários.
Após o ataque houthi ao oleoduto Leste-Oeste, que transportava cerca de 7 milhões de barris por dia, a Arábia Saudita informou a seus clientes europeus que alguns carregamentos de petróleo previstos para este mês serão cancelados, como relata a agência Reuters. A interrupção pode se prolongar durante os reparos, que, segundo fontes, podem durar várias semanas.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, ofereceu, no entanto, uma previsão mais otimista e afirmou que o oleoduto poderia voltar a operar em questão de dias, segundo o jornal El Economista.
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