Analista apresenta três argumentos para explicar por que a IA não é uma bolha
Em uma coisa ele concorda com os críticos: a IA vai acabar com muitos empregos
A IA ou você ama ou você odeia. Ou você é um (talvez iludido?) otimista, ou está no grupo dos céticos e aposta em um estouro iminente dessa bolha da IA de que todos falam. O conhecido analista Ben Thompson faz parte do segundo grupo e vinha argumentando que, na verdade, estamos em uma bolha "boa" e benéfica, mesmo que estoure. A conferência anual da Nvidia de alguns dias atrás o fez mudar de posição — e, para ele, não há bolha. Ele não tem apenas um argumento, mas três.
O primeiro: ChatGPT. O lançamento do ChatGPT em novembro de 2022 abriu os olhos de todos nós e mostrou do que a IA generativa era capaz. Aquele primeiro modelo, no entanto, tinha dois problemas graves. O primeiro era que errava com frequência. O segundo é que, quando não sabia algo, inventava respostas e "alucinava" com uma segurança impressionante. Isso transformava o ChatGPT em algo incrível, mas pouco confiável — como um brinquedo espetacular que precisa de supervisão constante do usuário para ser realmente útil.
O segundo: o raciocínio. Quase dois anos depois, ocorreu outra revolução marcante no campo da IA generativa. Em setembro de 2024, a OpenAI lançou seu modelo o1 e, com ele, surgiu uma novidade espetacular. Pela primeira vez, o modelo não se limitava a dar a primeira resposta que lhe vinha à mente: ele raciocinava antes de responder, avaliava se estava correto e considerava alternativas. O resultado foi uma IA significativamente mais confiável e, portanto, mais útil. O preço? Mais computação. Modelos...
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