Achávamos que era mera coincidência: o detalhe oculto e milenar que explica por que quase todos os vilões vestem roxo, verde e laranja
O padrão visual que se repete em filmes, desenhos e quadrinhos não é coincidência: ele nasceu da teoria das cores e de decisões históricas da indústria
Malévola, Coringa, Duende Verde, Gru e Úrsula têm algo em comum além de serem personagens de filmes e desenhos. Além de todos serem vilões, eles aparecem vestidos com tons de roxo, verde ou laranja, uma combinação de cores que se repete em quadrinhos, filmes e animações. Inicialmente, você pode nem ter reparado nessa semelhança e pensar que se trata apenas de uma escolha estética ou coincidência entre artistas.
Contudo, por trás dessas cores, existe uma lógica antiga que mistura teoria das cores, decisões práticas da indústria dos quadrinhos e até simbolismo cultural. O resultado é um código visual que quase ninguém repara, mas que ajuda o público a identificar quem é o herói e quem é o vilão antes mesmo de qualquer fala.
A lógica artística por trás das cores dos vilões
Para entender essa escolha aparentemente aleatória, é preciso voltar a um conceito básico da arte: a teoria das cores. No modelo clássico usado por artistas, existem três cores primárias, que são vermelho, azul e amarelo, e que servem de base para formar todas as outras.
Curiosamente, essas cores primárias são justamente as mais associadas aos heróis. Basta olhar para alguns dos personagens mais famosos das telinhas: o Superman usa azul, vermelho e amarelo; o Homem-Aranha mistura vermelho e azul; o Homem de Ferro combina vermelho com amarelo. Quando essas cores são misturadas, surgem as chamadas cores secundárias: roxo, verde e laranja. E é exatamente esse conjunto que aparece nos vilões.
Essa divisão acabou ...
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