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A cidade chinesa que trocou as batatas e o gado por data centers se torna o motor oculto da IA

Com 2 gigawatts e 1 milhão de chips, assim funciona o maior polo de IA da China

15 set 2026 - 15h07
(atualizado em 16/9/2026 às 10h22)
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Resumo
A cidade chinesa de Ulanqab, antes famosa pela pecuária e cultivo de batatas, tornou-se um polo crucial para a inteligência artificial ao atrair gigantes como Huawei, Apple e Kuaishou. O município agora abriga o Galaxy Campus, do Envision Group, um colossal complexo de 120 mil metros quadrados com capacidade para 1 milhão de aceleradores de IA e potência superior a 2 gigawatts, superando grandes estruturas globais e consolidando a região como motor da estratégia tecnológica da China.
Reprodução
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Foto: Xataka

Tente pensar em cinco cidades chinesas. É bastante provável que Ulanqab não esteja na sua lista. A cidade fica a anos-luz da tradição histórica de Pequim ou da inovação frenética de Shenzhen, mas se transformou em uma peça de vital importância para a estratégia da China no avanço da inteligência artificial. O contraste é compreensível: Ulanqab é um município pacato na Mongólia Interior que, historicamente, sempre foi famoso por duas atividades econômicas: a pecuária e a plantação de batatas.

O novo e colossal data center de Ulanqab

A empresa Envision Group acaba de inaugurar seu Galaxy Campus, um gigantesco complexo de infraestrutura com 120.000 metros quadrados (área equivalente a 17 campos de futebol). O local tem capacidade projetada para abrigar até 1 milhão de aceleradores de IA e uma potência de mais de 2 gigawatts. Para efeito de comparação, dados da consultoria especializada Epoch AI mostram que esses números superam com folga o Colossus 2, data center da xAI, que fica em torno de 1,5 gigawatt.

A nova estrutura é a maior, mas não foi a pioneira e certamente não será a última da região. Em 2013, a Huawei deu início à construção de um polo de processamento por lá. Cinco anos mais tarde, a Apple anunciou planos para hospedar serviços do iCloud em centros de dados locais. Também em 2018, a provedora chinesa de computação em nuvem UCloud deu início às suas próprias instalações. Já em 2020, foi a vez da Kuaishou, gigante dos vídeos curtos,...

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