De frente para um dos pontos turísticos mais conhecidos de Salvador, o Farol Barra, um prédio de arquitetura arredondada também chama a atenção de quem passa. Mas o Edifício Oceania ganha destaque para além da arquitetura e localização e é chamado de “casa” por diversos artistas baianos de relevância nacional, como Gilberto Gil, Wagner Moura e Lázaro Ramos.
O Edifício Oceania foi construído ao longo da década de 1930 e inaugurado em 1943. A demora na construção do imóvel se deu pela escassez de material por conta da II Guerra Mundial, já que parte do material da obra vinha de fora do país.
Antes de ser a casa de Gil e Wagner, o Oceania, já funcionou como boate, cassino, sauna, teatro e galeria de arte. Até que em 2008 o imóvel foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Isso impede que alterações em sua fachada sejam feitas, preservando a característica única dele.
Além das bordas arredondadas, o Oceania possui um cilindro em sua base que serve como um dos pilares de sustentação do prédio.
O seu nome também está conectado com o lugar que fica na cidade. Oceania é o nome do trecho da orla marítima de Salvador que liga o Farol da Barra até as imediações do bairro de Ondina. O percurso, inclusive, é hoje o principal circuito do Carnaval de Salvador, o Circuito Dodô.
A localização privilegiada no Carnaval torna o Oceania a casa do “Expresso 2222” durante a folia. O camarote de Gilberto Gil, exclusivo para convidados, é um dos mais lembrados ao longo da comemoração e flagra logo à partida dos trios elétricos em frente ao Farol da Barra.
Os 48 apartamentos divididos em 12 andares variam de 120 a 211 metros quadrados. Os mais caros chegam a custar na casa dos R$ 3 milhões, segundo consultas a sites de imobiliárias.