Uma queda que parecia banal pode terminar em fratura depois dos 50. E a vitamina B12 baixa pode ter relação com esse risco

Vitamina B12 baixa pode ter relação com fraturas depois dos 50? Entenda o que um estudo encontrou e o que esse resultado significa na prática.

8 out 2026 - 09h00
(atualizado às 09h01)
Resumo
Um estudo publicado na Scientific Reports associou a deficiência de vitamina B12 a um risco 33% maior de fraturas em pessoas acima de 50 anos, além de elevar em 50% as chances de quedas repetidas. A carência do nutriente afeta o sistema nervoso, gerando fraqueza e problemas de equilíbrio que facilitam acidentes, além de fragilizar os ossos. Embora níveis elevados também tenham mostrado correlação e a relação causal exija mais pesquisas, manter a vitamina em níveis adequados previne complicações.

Uma queda dentro de casa, um tropeço na rua ou até uma perda de equilíbrio podem parecer coisas banais. Mas, depois dos 50 anos, uma queda que antes terminaria apenas com um susto pode resultar em uma fratura e mudar a rotina por semanas ou meses.

Vitamina B12 baixa
Vitamina B12 baixa
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

É aí que a vitamina B12 entra nessa história. A falta dela pode causar problemas no sistema nervoso, como fraqueza, alterações na sensibilidade e dificuldade para caminhar. Na prática, isso pode facilitar as quedas e, consequentemente, aumentar a chance de uma fratura.

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Uma pesquisa recente encontrou uma associação entre a deficiência de vitamina B12 e um maior risco de fraturas em pessoas com 50 anos ou mais.

O que a vitamina B12 tem a ver com os ossos

A relação com as fraturas pode acontecer de duas formas. A deficiência de B12 pode afetar o sistema nervoso, causando problemas como fraqueza muscular, alterações na sensibilidade e dificuldade para caminhar. Isso pode aumentar a chance de uma queda.

Além disso, a falta da vitamina também pode estar relacionada a alterações que deixam os ossos mais frágeis.

Quem tinha vitamina B12 baixa teve mais fraturas

No estudo, os pesquisadores compararam pessoas com deficiência de vitamina B12 com aquelas que tinham níveis considerados normais. Os principais resultados foram:

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  • Fraturas: 7,2% das pessoas com deficiência de vitamina B12 sofreram uma fratura durante o acompanhamento, contra 6% daquelas com níveis normais.
  • Risco de fratura: após os ajustes feitos pelos pesquisadores, o grupo com deficiência apresentou um risco de fratura 33% maior.
  • Quedas: também foram observadas associações com quedas. No caso de quedas repetidas, o aumento do risco chegou a 50%.
  • Osteoporose e outros tipos de fratura: a deficiência também apareceu associada a maior risco de osteoporose, fraturas relacionadas à fragilidade óssea e fraturas nos membros inferiores.

Mas o resultado não foi tão simples. Pessoas com níveis de B12 acima do normal também tiveram mais fraturas, embora a associação tenha sido mais fraca.

Isso mostra que o resultado não pode ser explicado apenas pela falta de B12. Níveis elevados também podem aparecer em pessoas que usam suplementos ou que têm outras condições de saúde.

O que esse resultado significa na prática

Publicado na revista Scientific Reports, o estudo encontrou uma relação entre B12 baixa e maior risco de fraturas. Isso não significa que a deficiência seja a causa das fraturas.

Outros fatores também podem influenciar esse risco, mas nem todos foram avaliados de forma completa na pesquisa. Entre eles estão atividade física, força muscular, alimentação e densidade dos ossos.

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Por isso, ainda não é possível saber se tratar a deficiência de B12 pode reduzir o risco de fraturas. Novos estudos precisam investigar essa relação mais a fundo.

Isso não significa que uma deficiência dessa vitamina possa ser ignorada. Como mencionado, a falta dela pode causar fraqueza, alterações na sensibilidade e dificuldade para caminhar, problemas que também podem favorecer quedas.

Por isso, quando a deficiência é identificada, é importante buscar orientação para tratar a causa e acompanhar a saúde de forma mais ampla.

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Fonte: SaúdeLAB
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