Seis sinais de que seus sintomas de saúde podem ser intermitentes

Sintomas que vão e voltam podem ser recado do corpo. Veja seis sinais de saúde intermitente que merecem atenção.

23 fev 2026 - 23h09

Com o passar dos anos, muitas mulheres começam a notar algo curioso na saúde. Um desconforto aparece, some, a rotina segue… e, de repente, ele volta. Dor de cabeça, queimação no estômago, cansaço estranho, enjoo, palpitação leve.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

Nada constante, nada "grave demais", mas sempre reaparece em algum momento. É comum ouvir que "é da idade" ou "é só estresse". Mas sintomas que vão e voltam, os chamados intermitentes, merecem um olhar mais atento.

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Entenda, a seguir, o que são sintomas intermitentes, os seis sinais importantes e sugerir como se organizar para conversar melhor com o médico. As orientações são do enfermeiro Lucas Bernardes, da Cuidare Brasil, que alerta para atenção redobrada nesses casos.

O que são sintomas de saúde intermitentes

Sintomas intermitentes são aqueles que aparecem em certas fases e depois somem por um tempo.

O corpo entra em um ciclo de "vai e vem", que pode confundir muito.

Segundo o enfermeiro Lucas Bernardes, eles podem surgir em momentos distintos da vida e de formas variadas. O paciente sente algo recorrente, mas tem a impressão de que logo vai passar.

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Ele explica que a intermitência acontece quando o organismo consegue, por um período, compensar uma falha ou reagir a algum fator externo temporário. Isso não significa, porém, que esteja tudo resolvido.

Por que esses sintomas merecem atenção

Para Bernardes, esses sinais são desafiadores no consultório. Às vezes, no dia da consulta, o paciente não está sentindo nada.

"Muitas vezes, o paciente só percebe que algo não vai bem quando esses episódios começam a se repetir", afirma o enfermeiro. Como eles não seguem um padrão fixo, podem passar despercebidos em uma avaliação pontual.

O corpo até se adapta por um tempo, mas essa adaptação não é garantia de equilíbrio.

Quando os sinais retornam, é um indicativo claro de que vale a pena olhar com mais atenção.

Seis sinais para reconhecer sintomas intermitentes

De acordo com o enfermeiro Lucas Bernardes, alguns comportamentos do corpo ajudam a identificar quando os sintomas são intermitentes. A seguir, os seis sinais listados por ele e por que cada um merece cuidado.

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1. Efeito "vai e vem"

É o principal indicador. O sintoma aparece, incomoda, melhora sozinho… até surgir novamente.

Muita gente interpreta isso como algo positivo, como se a melhora espontânea fosse um avanço.

Bernardes alerta que não é bem assim.

O fato de sumir por um tempo não significa que o problema acabou.

É apenas o corpo "dando um fôlego", enquanto a causa pode continuar presente.

2. Sintomas que surgem em momentos parecidos

Mesmo que não pareça evidente no começo, muitos sinais retornam após situações específicas.

O enfermeiro cita alguns exemplos comuns.

  • esforços físicos maiores.

  • noites mal dormidas.

  • alimentação muito irregular.

  • períodos intensos de estresse.

Segundo ele, "a repetição de cenários ajuda a identificar que não se trata de um evento isolado".

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Ou seja, quando o mesmo contexto se repete e o sintoma volta, isso mostra que existe um padrão.

3. Intensidades alternadas

Outro traço típico da intermitência é a variação de intensidade.

Em alguns dias, o incômodo é leve; em outros, bem mais forte.

Isso pode gerar confusão.

A pessoa pensa que, quando está fraco, não é nada importante.

Depois, se assusta quando o sintoma volta mais intenso.

Essa alternância não torna o sinal menos real.

Pelo contrário, mostra que o corpo está lutando para se ajustar, mas não está plenamente equilibrado.

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4. Sequência imprevisível

Ao contrário de condições contínuas, sintomas intermitentes não seguem calendário fixo.

"Os sinais não se apresentam diariamente ou em intervalos regulares", esclarece Bernardes.

Por isso, muitas pessoas deixam de relatar esses episódios na consulta.

Outras até tentam contar, mas têm dificuldade em descrever com precisão.

Essa imprevisibilidade torna ainda mais importante anotar o que acontece.

Sem registro, é fácil esquecer detalhes que ajudam no diagnóstico.

5. Adaptação do paciente

Com o tempo, o corpo e a mente se acostumam com quase tudo.

E aí mora um risco grande.

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De tanto conviver com o desconforto, a pessoa passa a encará-lo como "normal".

Vai empurrando com a barriga, tomando remédio por conta própria ou simplesmente ignorando.

Segundo o enfermeiro, essa adaptação contribui para que a situação deixe de ser tratada.

O problema é que, silenciosamente, a causa pode seguir evoluindo.

6. Sintomas subestimados

Por não estarem presentes o tempo todo, esses sinais costumam ser vistos como passageiros.

Ou como algo "sem importância".

Para Bernardes, isso é perigoso.

"A percepção ainda pode atrasar a busca por orientação profissional e dificultar a identificação precoce de condições que poderiam ser tratadas simplesmente", conclui.

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Ou seja, quanto mais o sintoma intermitente é subestimado, maior o risco de atrasar um cuidado que poderia ser simples se iniciado antes.

Como se preparar para falar desses sintomas na consulta

Checklist prático para organizar o que você sente

Sintomas intermitentes são difíceis de explicar de memória.

Por isso, o ideal é se organizar antes de ir ao consultório.

Você pode seguir este passo a passo.

1. Anote o que sente.

  • tipo de sintoma (dor, falta de ar, enjoo, queimação, palpitação, alteração de humor).

  • local do corpo, quando for o caso.

  • intensidade aproximada (leve, moderada, forte).

2. Registre quando acontece.

  • data e horário do episódio.

  • quanto tempo durou.

  • se aconteceu mais de uma vez no mesmo dia.

3. Relacione a possíveis gatilhos.

  • como estava seu dia (corrida, tranquila, muito estresse).

  • o que comeu nas horas anteriores.

  • como estavam sono e descanso.

  • fase do ciclo menstrual, se ainda menstrua.

4. Observe o efeito na rotina.

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  • você precisou parar alguma atividade?

  • evitou algo por medo de sentir o sintoma?

  • isso mexeu com seu humor ou seu sono?

Levar essas anotações para a consulta facilita a conversa. Assim, o profissional a enxerga a intermitência e a pensa em exames ou encaminhamentos adequados ao seu caso.

Conclusão: ouvir os sinais é cuidar da sua saúde hoje

Sintomas que vão e voltam são fáceis de empurrar com a barriga.

Ainda mais quando a vida está cheia de responsabilidades, trabalho e família.

Mas, como lembra o enfermeiro a repetição desses episódios é um recado importante.

O organismo até consegue se ajustar por um tempo, mas isso não quer dizer que tudo esteja bem.

Recapitulando os seis sinais de alerta…

  • efeito "vai e vem" constante.

  • surgem em momentos parecidos.

  • intensidades alternadas.

  • sequência imprevisível.

  • adaptação ao desconforto.

  • sintomas subestimados no dia a dia.

Se você se reconheceu em mais de um desses pontos, não precisa entrar em pânico.

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Mas vale, sim, marcar uma consulta e levar suas observações com calma.

Cuidar da própria saúde é um gesto de responsabilidade consigo mesma. Quanto mais cedo você escuta o que o corpo está tentando dizer, maiores as chances de intervir de forma simples e evitar problemas maiores lá na frente.

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