Ronco e cansaço ao acordar podem indicar apneia do sono

Especialista alerta que distúrbio do sono é comum e pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares

10 mar 2026 - 15h51

Roncar com frequência e acordar cansado pode parecer algo comum. No entanto, esses sinais podem indicar apneia do sono, um distúrbio que provoca pausas na respiração durante a noite.

Saiba quando buscar avaliação médica por conta dos sinais de apneia do sono
Saiba quando buscar avaliação médica por conta dos sinais de apneia do sono
Foto: Shuterstock / Saúde em Dia

O problema é mais frequente do que muitas pessoas imaginam. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que entre 40% e 45% da população mundial sofre com algum tipo de distúrbio do sono.

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Entre eles, a apneia está entre os mais comuns e pode impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida.

O que é a apneia do sono

A apneia do sono acontece quando a respiração é interrompida diversas vezes enquanto a pessoa dorme.

Essas pausas podem durar alguns segundos e se repetir muitas vezes durante a noite. Como consequência, o sono fica fragmentado e o descanso não acontece de forma adequada.

Segundo o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix, a condição vai muito além do ronco.

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Durante os episódios de apneia, ocorre redução da oxigenação do sangue. Com o tempo, isso pode sobrecarregar o organismo e provocar diversos impactos na saúde.

Apneia do sono pode afetar a saúde

Mesmo quando é considerada leve, a apneia pode causar sintomas que afetam o dia a dia.

Entre os mais comuns estão:

  • Cansaço ao acordar.

  • Dificuldade de concentração.

  • Queda no rendimento durante o dia.

  • Sonolência excessiva.

Nos casos moderados ou graves, os riscos são ainda maiores.

A apneia do sono pode estar associada ao aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e problemas cognitivos.

Outro ponto de atenção é a sonolência diurna, que pode aumentar o risco de acidentes de trânsito e de trabalho.

Procura por diagnóstico cresce após os 40 anos

Dados da Biologix mostram que a maior procura por exames para investigar apneia acontece entre 40 e 50 anos.

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A busca costuma começar por volta dos 30 anos, atinge o pico na década seguinte e permanece alta até aproximadamente os 60.

Após os 70 anos, a realização de exames tende a diminuir.

Segundo Geraldo, muitas pessoas só procuram ajuda quando os sintomas começam a afetar a qualidade de vida, o trabalho ou a disposição diária.

Sintomas que podem indicar apneia do sono

Alguns sinais devem servir de alerta para investigar a presença de apneia.

Entre os principais sintomas estão:

  • Ronco alto e frequente.

  • Pausas na respiração percebidas por outra pessoa.

  • Sensação de sufocamento durante a noite.

  • Dor de cabeça ao acordar.

  • Sonolência excessiva durante o dia.

  • Irritabilidade.

  • Dificuldade de memória ou concentração.

A presença desses sintomas não confirma o diagnóstico, mas indica a importância de procurar avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico da apneia

O diagnóstico da apneia do sono é feito por meio da polissonografia.

O exame registra diversos parâmetros do organismo durante o sono, como respiração, oxigenação e atividade cerebral.

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Ele pode ser realizado em laboratório especializado ou, em alguns casos, na própria casa do paciente.

De acordo com o especialista, o tratamento varia conforme a gravidade do problema.

Entre as opções estão aparelhos intraorais ou o uso do CPAP, dispositivo que mantém as vias aéreas abertas durante a noite e ajuda a restabelecer a respiração normal.

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