Brasil registra alta de 65% no congelamento de embriões em cinco anos

Estoque nacional se aproxima de 700 mil embriões armazenados em clínicas

10 mar 2026 - 16h54

O número de embriões congelados no Brasil cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), ligado à Anvisa, mostram que o país registrou aumento de 65% entre 2020 e 2025 nesse tipo de procedimento.

Congelamento de embriões cresce com avanço da fertilização in vitro
Congelamento de embriões cresce com avanço da fertilização in vitro
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Somente em 2025, foram 143.194 novos embriões criopreservados, o maior volume da série recente. O número representa um crescimento de 11,7% em relação a 2024.

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Com isso, o estoque nacional de embriões armazenados em clínicas de reprodução assistida já chega a 688.177, aproximando-se da marca de 700 mil.

Crescimento contínuo nos últimos anos

Em 2020, o Brasil havia registrado 86.833 embriões congelados no ano. Desde então, os números seguem em trajetória de crescimento.

Esse aumento reflete a expansão da medicina reprodutiva no país e o maior acesso aos tratamentos de fertilização in vitro.

A criopreservação de embriões faz parte do processo da fertilização assistida e permite que a transferência embrionária seja realizada em momento mais adequado dentro do tratamento.

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Sudeste concentra maior número

Os dados também revelam forte concentração regional.

A região Sudeste responde por 68,14% de todo o estoque nacional, com 468.937 embriões congelados.

Na sequência aparecem:

  • Sul: 84.499 embriões.

  • Nordeste: 73.661 embriões.

  • Centro-Oeste: 51.272 embriões.

  • Norte: 6.833 embriões.

A região Norte representa menos de 1% do total, evidenciando desigualdades no acesso à reprodução assistida.

Entre os estados, São Paulo lidera com 363.552 embriões congelados, seguido por Minas Gerais, com 49.665, e Rio de Janeiro, com 46.929.

Perfil das pacientes influencia crescimento

Outro fator importante é o perfil das mulheres que procuram tratamentos de fertilidade.

A maioria das pacientes que recorrem à fertilização in vitro no Brasil tem mais de 35 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida indicam que mais de 70% dos ciclos de FIV realizados no país ocorrem nessa faixa etária.

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O adiamento da maternidade por motivos profissionais, acadêmicos ou pessoais tem levado muitas mulheres a buscar tratamento em idades mais avançadas.

Nesse contexto, o congelamento de embriões surge como uma etapa técnica do tratamento, permitindo preservar os embriões e planejar o momento mais adequado para a gestação.

Avanço da medicina reprodutiva

Especialistas apontam que o crescimento também está ligado à ampliação da oferta de clínicas e tratamentos de reprodução assistida em diferentes regiões do país.

A criopreservação de embriões é considerada uma ferramenta importante dentro da fertilização in vitro, pois aumenta as chances cumulativas de gravidez e permite maior planejamento terapêutico.

Com o avanço das tecnologias laboratoriais e protocolos médicos, a técnica tem se consolidado como uma das principais estratégias da medicina reprodutiva moderna.

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