Por que estrangeiros cruzam o mundo para se operar no Brasil

Previsibilidade médica, estrutura hospitalar e experiência completa colocam o país no mapa do turismo estético global

23 jan 2026 - 20h52

O Brasil deixou de ser apenas um país associado à estética corporal e passou a ocupar um lugar estratégico no turismo médico internacional.

Estrutura médica, previsibilidade e cuidado completo explicam por que estrangeiros escolhem o Brasil para se operar
Estrutura médica, previsibilidade e cuidado completo explicam por que estrangeiros escolhem o Brasil para se operar
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Cada vez mais estrangeiros cruzam continentes para realizar cirurgias estéticas em território brasileiro, especialmente em São Paulo.

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O movimento não se explica apenas por valores mais competitivos, mas por um conjunto de fatores que envolve segurança, previsibilidade, estrutura e experiência ao paciente.

Casos envolvendo nomes como Madonna e Naomi Campbell ajudaram a chamar atenção para um fenômeno mais amplo.

Profissionais da área identificam um fluxo constante de pacientes estrangeiros de alto poder aquisitivo que escolhem o Brasil com planejamento, expectativa e critérios claros.

Brasil em destaque no mercado global de cirurgia plástica

O país ocupa posição de relevância no cenário mundial da cirurgia plástica.

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Estimativas do setor indicam que entre 12% e 15% das cirurgias estéticas realizadas no Brasil envolvem pacientes estrangeiros, acompanhando a expansão do turismo médico global, avaliado hoje em mais de US$ 40 bilhões por ano.

Esse crescimento não acontece por acaso. O Brasil formou, ao longo das décadas, uma base sólida de cirurgiões reconhecidos, protocolos avançados e uma cultura médica voltada à estética funcional e natural.

Por que São Paulo concentra esse movimento?

Embora outras cidades também recebam pacientes internacionais, São Paulo se consolidou como o principal polo do turismo estético no país.

A cidade reúne:

  • hospitais de alto nível tecnológico;

  • centros cirúrgicos modernos;

  • ampla conectividade aérea internacional;

  • rede hoteleira e de serviços premium;

  • equipes multidisciplinares preparadas para atender estrangeiros.

Esse conjunto garante algo essencial para quem vem de fora: previsibilidade.

O que o paciente estrangeiro realmente procura

Segundo o cirurgião plástico Leandro Faustino, da Revion International Clinic, o perfil desse público mudou de forma significativa nos últimos anos.

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"Hoje, o paciente internacional não compara apenas valores. Ele avalia segurança, logística, previsibilidade e acompanhamento em todas as etapas do processo", afirma.

O procedimento deixou de ser o único foco. O paciente quer entender:

  • quem estará envolvido na cirurgia;

  • como será o pré-operatório;

  • qual o suporte no pós-operatório;

  • que tipo de acompanhamento emocional terá;

  • como funcionam os retornos e a recuperação.

Cirurgia como jornada, não como evento isolado

Para esse público, a cirurgia é parte de uma jornada estruturada. Muitos pacientes planejam a viagem com meses de antecedência e permanecem mais tempo no Brasil para garantir recuperação adequada.

"O paciente quer clareza sobre o processo inteiro, não apenas sobre o centro cirúrgico", explica Faustino. "A experiência precisa ser organizada do início ao fim."

Esse modelo inclui consultas online prévias, cronograma detalhado, comunicação em outros idiomas e acompanhamento contínuo após o procedimento.

Procedimentos mais procurados por estrangeiros

Entre os procedimentos que mais atraem pacientes internacionais estão:

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  • lipoaspiração de alta definição;

  • cirurgias corporais combinadas;

  • protocolos de contorno corporal;

  • procedimentos que priorizam resultados naturais.

Segundo o especialista, existe uma percepção consolidada de que o Brasil entrega um padrão estético próprio, mais harmônico e menos artificial.

"Os resultados são vistos como mais naturais, respeitando o corpo e a identidade do paciente", afirma.

Pós-operatório como diferencial competitivo

O acompanhamento após a cirurgia é um dos pontos mais valorizados por quem vem de fora. Para Faustino, esse cuidado vai além da técnica.

"Tecnologia e precisão são fundamentais, mas a atenção ao impacto emocional influencia diretamente a recuperação e a satisfação do paciente", explica.

Esse suporte inclui:

  • acompanhamento médico frequente;

  • orientação clara sobre repouso e mobilidade;

  • apoio emocional;

  • comunicação acessível em caso de dúvidas.

Concierge médico: peça-chave do turismo estético

O avanço do turismo estético impulsionou o surgimento de serviços de concierge médico, responsáveis por integrar toda a experiência do paciente estrangeiro.

Esses serviços organizam:

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  • traslado do aeroporto;

  • hospedagem adequada ao pós-operatório;

  • transporte para consultas;

  • suporte logístico e administrativo;

  • acompanhamento durante toda a estadia.

Esse modelo amplia o impacto econômico do setor, movimentando hotelaria, transporte e serviços personalizados.

Ética e padronização são desafios do crescimento

O crescimento do turismo estético também traz responsabilidades. Para os especialistas, é fundamental manter ética, segurança e padronização.

"O desafio é sustentar esse movimento com critérios claros e cuidado integral", afirma Faustino.

No turismo estético moderno, o procedimento deixou de ser o produto final. A experiência passou a ocupar esse lugar.

O Brasil como referência de cuidado completo

Mais do que técnica cirúrgica, o Brasil passou a exportar um modelo de cuidado. Um modelo que une ciência, estética, hospitalidade e acompanhamento humano.

É essa combinação que faz estrangeiros cruzarem o mundo para se operar no país e que consolida o Brasil, especialmente São Paulo, como um dos principais destinos globais da cirurgia estética responsável.

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