Pai de menina pode se tornar mais próximo da parceira? Estudo investiga

Pais de meninas podem ter uma relação diferente com a parceira? Estudo encontrou uma associação curiosa que ajuda a entender esse vínculo.

25 set 2026 - 16h30
(atualizado às 16h32)
Resumo
Um estudo publicado na Personality and Individual Differences, feito com quase 1.700 pais e mães nos EUA, revelou que pais de meninas têm mais compromisso, confiança e intimidade com as parceiras do que pais de meninos, visão confirmada pelas mães. Essa maior proximidade surge após o parto. Os autores teorizam que os pais talvez busquem dar um bom exemplo de relacionamento para as filhas, mas destacam que a correlação não prova causalidade direta e pode envolver fatores biológicos e culturais.

A chegada de um filho muda muita coisa dentro de casa. A rotina fica diferente, as responsabilidades aumentam e o relacionamento do casal também pode passar por uma nova fase.

Pai de menina e a proximidade com a companheira / Canva
Pai de menina e a proximidade com a companheira / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Mas será que o sexo da criança pode influenciar essa relação?

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Uma pesquisa com quase 1.700 pais e mães nos Estados Unidos encontrou uma associação curiosa. Pais de meninas apresentaram maior compromisso, confiança e intimidade com a mãe da criança do que pais de meninos.

Pais de meninas eram mais próximos das parceiras

Os pesquisadores avaliaram diferentes aspectos da relação entre os pais, incluindo vínculo, compromisso e confiança.

Os pais de meninas apresentaram resultados mais altos nesses indicadores. A percepção das próprias mães também apontou na mesma direção.

Elas avaliaram os pais de meninas como mais presentes e apoiadores na relação. O achado, portanto, não ficou restrito à maneira como os homens enxergavam o próprio relacionamento.

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Isso não quer dizer que esses homens fossem necessariamente melhores pais. A diferença encontrada estava principalmente na relação com a parceira.

Por que uma filha poderia fazer diferença?

É aqui que a pesquisa fica mais interessante.

Uma das hipóteses dos autores é que a relação entre pai e mãe também pode funcionar como um exemplo para a filha.

Uma menina observa, desde cedo, como o pai trata a mãe. Respeito, apoio e compromisso podem ajudar a formar suas expectativas sobre o que esperar de um relacionamento no futuro.

Nesse sentido, o comportamento do pai poderia ensinar, mesmo sem palavras, o que significa ser um parceiro presente.

Mas essa é uma hipótese. O estudo não conseguiu provar que os pais mudam seu comportamento justamente porque querem oferecer esse modelo às filhas.

A mudança pode acontecer depois que o bebê nasce

Os pesquisadores também quiseram saber se a diferença já existia antes da chegada dos filhos.

Para isso, uma das análises envolveu casais que ainda estavam esperando o bebê. A comparação ajudou a verificar se os futuros pais já apresentavam diferenças no relacionamento antes de saberem como seria a experiência da paternidade.

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Os resultados sugeriram que a diferença observada entre pais de meninas e pais de meninos aparece principalmente depois da chegada da criança.

Ainda assim, isso não permite afirmar que o nascimento de uma filha seja a causa direta de um relacionamento mais próximo.

Os autores levantam outras possibilidades, incluindo mudanças biológicas ligadas à paternidade e fatores culturais que podem alterar a maneira como o homem percebe seu papel dentro da família.

O que esse resultado diz para quem tem filhos?

Mais do que apontar uma diferença entre pais de meninos e meninas, a pesquisa traz atenção para algo que acontece dentro de muitas famílias.

A forma como os adultos se tratam também faz parte do ambiente em que uma criança cresce.

Respeito, disponibilidade e apoio entre os pais podem ser percebidos pelos filhos no dia a dia, independentemente de serem meninos ou meninas.

A pesquisa foi realizada nos Estados Unidos e não permite concluir que o mesmo padrão aconteça em todas as famílias ou culturas.

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O estudo foi publicado na revista Personality and Individual Differences. Os autores analisaram 1.694 participantes em três estudos para investigar a relação entre ter filhas e o vínculo dos pais com suas parceiras.

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Fonte: SaúdeLAB
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