Henri Castelli sofreu uma convulsão após prova no BBB26, e especialistas alertam que "puxar a língua" é um mito perigoso, recomendando proteger a cabeça, afastar objetos e não tentar conter os movimentos.
Quando Henri Castelli despencou da plataforma e começou a se debater após 10 horas de prova de resistência nesta quarta-feira, 14, outros participantes do BBB26 tentaram ajudar. "Puxa a língua dele", gritou um colega aflito. "Vira ele de lado!", pediu outro brother à produção. Apesar da boa intenção, neurologistas explicam que algumas práticas são perigosas e não devem ser feitas de jeito algum na hora de uma crise convulsiva.
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Bastaram alguns segundos para que a produção entrasse em cena e interviesse, tentando socorrer o ator na hora da suposta convulsão. No páreo pela primeira liderança do programa, Alberto Cowboy chegou a descer da plataforma e desistir da disputa para ajudar o colega de confinamento, tentando abaná-lo com uma camiseta.
O que fazer ao presenciar uma convulsão?
O neurologista Felipe Schmidt, coordenador do Centro da Neurologia do Hospital Samaritano Barra e Vitória e do Centro de Neuroimunologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), explica algumas medidas necessárias que as pessoas ao redor podem tomar quando presenciam uma convulsão. "É fundamental proteger a cabeça do indivíduo para evitar traumas na região, assim como no restante do corpo", explica.
"É importante afastar objetos ao redor, não tentar conter os movimentos e colocá-lo de lado, se possível, para facilitar a respiração e evitar aspiração de saliva", complementa o neurologista Matheus Trilico.
No desespero para ajudar Henri Castelli, um dos brothers gritou: "Puxa a língua dele". O pedido, no entanto, não foi atendido pela equipe que auxiliava o ator na hora do mal-estar. Isso porque a conduta é perigosa e pode causar danos à pessoa que está em convulsão.
"A orientação de 'puxar a língua' é um mito e pode ser perigosa, pois aumenta o risco de machucar a boca ou causar obstrução das vias aéreas", alerta o Dr. Matheus Trilico.
Segundo o Dr. Felipe Schmidt, a prática também pode prejudicar quem tenta ajudar. "Não se deve colocar nada na boca nem manipular a língua durante a crise. A contração da mandíbula pode ser muito intensa e causar danos graves em quem coloca a mão", argumenta.