O que é pterígio e como proteger os olhos dessa condição ocular?

Entenda o que é o pterígio no olho, quais sintomas merecem atenção e como proteger sua visão da exposição solar e da poeira.

15 jul 2026 - 12h34
Resumo
O pterígio, popularmente chamado de 'carne no olho', é uma condição ocular causada principalmente pela exposição prolongada ao sol, vento e poeira. Embora seja benigno, pode afetar a visão e causar sintomas como irritação e olhos vermelhos. A prevenção inclui o uso de óculos de sol, chapéus e lubrificantes oculares, além de evitar ambientes secos e exposição direta ao sol. 👁️

Se o seu olho anda vermelho, irritado e com sensação de areia, vale prestar atenção. Esse incômodo pode parecer simples, mas também pode indicar pterígio, uma condição ocular comum em pessoas expostas ao sol, ao vento e à poeira.

Foto: Reprodução/Instagram
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Foto: Saúde em Dia

O diagnóstico do goleiro Vozinha chamou atenção para o problema, conhecido popularmente como "carne no olho" ou "carne crescida". Apesar de benigno, o pterígio pode avançar sobre a córnea e comprometer a visão.

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Segundo a oftalmologista Dra. Camila Lopes, do CBV-Hospital de Olhos, "o diagnóstico de pterígio do goleiro Vozinha é uma condição benigna conhecida popularmente como 'carne no olho' ou 'carne crescida'. Essa alteração se caracteriza pelo crescimento de um tecido fibrovascular na conjuntiva que pode avançar sobre a córnea".

Ela explica que a condição costuma surgir no canto interno do olho. Além disso, pode atingir um ou ambos os olhos. Geralmente, o tecido tem formato triangular e aparece com mais frequência em quem convive com exposição solar intensa.

O que causa o pterígio no olho

A principal causa está ligada à exposição prolongada à radiação ultravioleta. Portanto, quem passa muito tempo ao ar livre precisa redobrar a atenção. A médica também destaca vento, poeira, areia, ambientes secos e irritação crônica como fatores que favorecem o problema.

"A principal causa está relacionada à exposição prolongada à radiação ultravioleta (UV) do sol. Outros fatores que favorecem o aparecimento incluem: exposição frequente ao vento, poeira e areia; ambientes secos; irritação crônica dos olhos; predisposição genética", afirmou a especialista.

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Isso significa que o pterígio não surge apenas por acaso. Ao contrário, ele costuma refletir agressões repetidas à superfície do olho. Além disso, algumas pessoas já têm mais chance de desenvolver a alteração por fatores familiares.

Sintomas que merecem atenção

Nos estágios iniciais, o pterígio pode não causar sintomas. No entanto, quando evolui, ele costuma provocar sinais que atrapalham bastante o dia a dia. Entre eles estão olhos vermelhos, ardência, lacrimejamento e sensação de areia.

A especialista detalha: "Nos estágios iniciais, o pterígio pode não causar sintomas. Quando evolui, pode provocar: olhos vermelhos, irritação e sensação de areia nos olhos, ardência ocular, lacrimejamento, prurido ocular, visão embaçada quando cresce sobre a córnea ou provoca astigmatismo."

Ou seja, o problema pode sair de um simples incômodo e chegar a afetar a visão. Por isso, você não deve ignorar mudanças persistentes no olho.

Quem tem mais risco de desenvolver

O pterígio aparece com mais frequência em pessoas que passam muito tempo ao ar livre. Isso inclui trabalhadores, atletas e moradores de regiões quentes, com alta incidência solar. Além disso, pessoas com histórico familiar têm maior chance de desenvolver a condição.

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"A condição é mais comum em: pessoas que trabalham ou praticam esportes ao ar livre; moradores de regiões de clima quente e com alta incidência solar; pessoas com histórico familiar de pterígio têm maior chance de desenvolver a condição", explica a oftalmologista.

Assim, o risco aumenta quando o olho fica exposto com frequência a fatores ambientais agressivos. Ainda assim, medidas simples ajudam bastante na prevenção.

Como o pterígio evolui no olho

A radiação ultravioleta provoca alterações degenerativas na conjuntiva. Além disso, o vento, a poeira e o ressecamento potencializam o crescimento anormal do tecido.

"A radiação ultravioleta provoca alterações degenerativas na conjuntiva e favorece o crescimento anormal do tecido. A ação contínua do vento, da poeira e do ressecamento ocular potencializa esse processo", afirma Dra. Camila Lopes.

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Isso significa que a combinação de sol e irritação constante cria um cenário favorável para o avanço da lesão. Portanto, proteger o olho não é exagero, e sim cuidado preventivo.

Quando o tratamento muda

O tratamento depende do tamanho e da evolução do pterígio. Em casos leves, o oftalmologista pode indicar apenas colírios lubrificantes e acompanhamento regular. Além disso, situações com inflamação podem exigir colírios anti-inflamatórios, sempre com prescrição médica.

A cirurgia entra em cena quando o pterígio cresce progressivamente, compromete a visão ou gera desconforto persistente. "Cirurgia: indicada quando o pterígio cresce progressivamente, compromete a visão, causa astigmatismo significativo ou gera desconforto persistente e prejuízo estético importante", explica a especialista.

Por outro lado, nem todo caso precisa de operação. O acompanhamento médico ajuda a definir o melhor caminho para cada olho.

Como proteger o olho

A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Por isso, usar óculos de sol com proteção UVA e UVB faz diferença. Além disso, chapéus e bonés ajudam quando você passa muito tempo sob o sol.

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A médica também recomenda proteger o olho da poeira e do vento. Em ambientes secos, o uso de lubrificantes pode ser indicado pelo especialista.

"Como prevenir? Usar óculos de sol com proteção contra raios UVA e UVB; utilizar chapéus ou bonés quando houver exposição solar prolongada; proteger os olhos da poeira e do vento; manter os olhos lubrificados em ambientes secos, quando indicado", orienta Dra. Camila Lopes.

Quando procurar avaliação

Se você notar irritação persistente, vermelhidão ou qualquer mudança na superfície do olho, procure um oftalmologista. Além disso, visão embaçada, dor ou crescimento aparente do tecido exigem avaliação sem demora.

A consulta ajuda a confirmar o diagnóstico e a definir se o tratamento será apenas acompanhamento ou intervenção. Dessa forma, você cuida da visão antes que o problema avance.

A avaliação oftalmológica continua sendo essencial em qualquer caso suspeito de pterígio. Afinal, o olho pode até tolerar o início do problema, mas não deve conviver com ele sem acompanhamento.

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