Mãe de Virgínia Fonseca passa por combo de cirurgias aos 60. É seguro?

Margareth Serrão realizou abdominoplastia, silicone e lipoaspiração de uma só vez. Entenda como a saúde e o tempo cirúrgico definem a indicação do combo

10 mar 2026 - 17h57

A transformação de Margareth Serrão, mãe da influenciadora Virginia Fonseca, reacendeu um debate importante sobre a cirurgia plástica na maturidade.

Confira a segurança de fazer várias cirurgias ao mesmo tempo
Confira a segurança de fazer várias cirurgias ao mesmo tempo
Foto: Reprodução/@ / Saúde em Dia

A prática de realizar mais de uma operação no mesmo tempo cirúrgico é popularmente chamada de "combo cirúrgico".

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Para muitas mulheres, essa é a chance de resolver várias queixas estéticas em uma única recuperação. No entanto, quando a paciente tem 60 anos, surgem dúvidas sobre a resistência do organismo.

Segundo a Dra. Larissa Sumodjo, cirurgiã plástica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o planejamento é a chave do sucesso. Procedimentos combinados podem ser feitos, mas a avaliação deve ser rigorosa e individualizada.

O que define a indicação do "combo"?

As cirurgias combinadas consistem na realização de dois ou mais procedimentos na mesma anestesia. É comum associar a abdominoplastia à mamoplastia ou à lipoaspiração.

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"Quando bem indicadas, elas podem oferecer resultados mais harmônicos e também evitar que o paciente passe por vários períodos de recuperação", explica a Dra. Larissa Sumodjo.

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O benefício principal é passar por apenas um pós-operatório. Isso reduz o tempo longe das atividades rotineiras e diminui os custos hospitalares.

Porém, nem todo mundo está apto a encarar horas seguidas de mesa cirúrgica. O tempo total da operação é um fator determinante para a segurança do paciente.

A idade é um impedimento?

Muitas pessoas acreditam que os 60 anos são uma barreira para plásticas invasivas. A ciência moderna discorda.

A especialista explica que a idade, isoladamente, não é o critério principal para vetar um procedimento. O foco deve estar na "idade biológica" e nas condições clínicas da paciente.

"A idade cronológica, por si só, não determina a segurança de uma cirurgia plástica. O que realmente pesa na decisão é o estado geral de saúde da paciente e o planejamento cirúrgico", afirma a cirugiã. 

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A médica ainda acrescenta: "Hoje avaliamos pacientes acima dos 60 anos que estão em boas condições clínicas e podem se beneficiar dos procedimentos".

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Preparo pré-operatório rigoroso

Para pacientes maduras, o check-up precisa ser minucioso. Não basta apenas o exame de sangue básico.

A avaliação exige um olhar multidisciplinar para garantir que o coração e os pulmões suportem o trauma cirúrgico.

Dependendo do histórico, exames como ecocardiograma e teste ergométrico são obrigatórios. 

"Podemos solicitar avaliação de outros especialistas, como pneumologistas. O preparo precisa ser individualizado", explica a Dra. Larissa.

Esse rigor é o que diferencia um procedimento seguro de uma aventura perigosa.

Quando dividir as cirurgias em etapas?

Mesmo em pacientes saudáveis, o "combo" tem limites. Cirurgias muito prolongadas aumentam o risco de trombose e outras complicações.

Por isso, o cirurgião avalia o porte de cada intervenção pretendida pela paciente. Em determinados casos, a prudência fala mais alto.

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"A decisão entre realizar as cirurgias juntas ou separadas depende da saúde da paciente, do tipo de procedimento e da duração estimada da cirurgia. Em determinadas situações, dividir em duas etapas pode ser a alternativa mais prudente", afirma a médica.

O perigo das comparações nas redes sociais

A exposição de resultados perfeitos, como o de Margareth Serrão, pode criar expectativas irreais.

A Dra. Larissa orienta que as pacientes evitem basear suas decisões apenas em tendências ou exemplos de influenciadoras. Cada corpo responde de uma forma e possui um histórico clínico único.

Para quem deseja realizar múltiplas cirurgias, os cuidados essenciais são:

  1. Escolher um cirurgião membro da SBCP;

  2. Realizar todos os exames laboratoriais e cardiológicos;

  3. Seguir à risca as orientações de repouso e alimentação;

  4. Manter expectativas realistas sobre a cicatrização.

"A segurança deve ser sempre a prioridade. Um planejamento bem organizado e a escolha de profissionais qualificados fazem toda a diferença para que o procedimento seja realizado com tranquilidade e bons resultados", conclui a Dra. Larissa Sumodjo.

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