Lesões afastam Paulinho de 87 jogos e pressionam investimento do Palmeiras

Contratado por R$ 115 milhões, Paulinho atuou pouco no Palmeiras e virou foco de cobrança por causa das lesões e da sequência de ausências. Veja o impacto do atacante e o que vem pela frente.

4 ago 2026 - 14h01
Resumo
Contratado por R$ 115 milhões, Paulinho enfrentou um histórico de lesões que já o tirou de 87 jogos pelo Palmeiras desde 2025. Com apenas 25 partidas disputadas, o atacante lida com recorrentes problemas físicos, que limitam sua presença em campo e geram críticas ao investimento feito pelo clube. ⚽🩺

Paulinho já perdeu 87 jogos do Palmeiras por problemas físicos. O dado pesa, chama atenção e explica por que o atacante virou um caso de análise constante no clube. Além disso, o número não inclui partidas em que ele foi preservado por controle de carga.

Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Foto: Sport Life

A conta ajuda a medir o tamanho do investimento e do problema. Desde janeiro de 2025 no clube, Paulinho disputou apenas 25 jogos com a camisa alviverde. Ou seja, a presença em campo ficou muito abaixo do esperado para um jogador contratado para decidir.

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Paulinho e o peso dos números

Segundo levantamento do jornalista Davi Barros, do Gato Mestre, Paulinho já ficou fora de 87 jogos do Palmeiras. Isso inclui períodos de recuperação, novas dores e cirurgias. Portanto, o atacante acabou virando sinônimo de ausência em momentos importantes.

Entre o anúncio da contratação e a estreia, o jogador já havia perdido 20 partidas. Depois, só entrou em campo em 12 de abril, no clássico contra o Corinthians. Ainda assim, o clube seguiu tratando sua recuperação com cautela.

A expectativa era de crescimento gradual. No entanto, a realidade foi outra. Até julho, quando decidiu o jogo contra o Botafogo na Copa do Mundo de Clubes, Paulinho entrou em campo mais 14 vezes. Depois disso, passou por nova cirurgia na perna direita.

A sequência de cirurgias de Paulinho

A nova operação ampliou a lista de desfalques. Desde a intervenção após a disputa do torneio nos Estados Unidos, Paulinho ficou fora de outros 65 jogos. Assim, a reincidência física virou o principal problema da passagem dele pelo Palmeiras.

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O atacante passou por duas cirurgias na perna direita. Além disso, recentemente voltou a ser titular e sofreu uma entorse no tornozelo. Isso significa que o departamento médico precisa tratar cada retorno como uma nova etapa, nunca como uma solução definitiva.

O Núcleo de Saúde e Performance acompanha tudo com atenção. Afinal, o histórico de lesões do jogador exige controle fino de carga. E quando o corpo responde com novos alertas, o clube precisa frear antes de empurrar o atleta ao limite.

O custo do investimento no atleta

O Palmeiras contratou Paulinho por R$ 115 milhões. O alto valor aumentou a cobrança, porque a entrega em campo ficou distante do pacote esperado. Em 2025, ele fez 16 jogos e marcou três gols. Nesta temporada, soma nove partidas e dois gols.

Os números ajudam a desenhar o contraste. Em momentos pontuais, Paulinho foi decisivo. Na Copa do Mundo de Clubes, mesmo com limitação física e poucos minutos, ele marcou contra o Inter Miami e diante do Botafogo. Isso mostra talento. No entanto, a sequência continua curta.

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A torcida vê potencial. Por outro lado, também enxerga uma presença muito rara. E quando o atacante joga pouco, cada ausência pesa ainda mais na conta final do clube.

Paulinho e o controle de carga

O trabalho de controle de carga existia justamente para reduzir risco de lesão muscular. Paulinho seguia essa lógica antes da paralisação para a Copa do Mundo. Em tese, o plano era proteger o corpo e ampliar a durabilidade do atleta.

Na prática, o cenário ficou mais complexo. Nesta temporada, Paulinho soma 179 minutos em campo, média de 20 por partida, dentro da restrição que já vinha sendo aplicada. Ou seja, o clube sempre precisou medir cada passo.

Contra o Atlético-MG, no dia 26 de julho, ele voltou a ser titular depois de 441 dias. Jogou 60 minutos, o que parecia um sinal de retomada. No entanto, desde então, voltou a ser desfalque e trabalha para recuperar espaço.

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Cautela do Palmeiras

A recuperação atual deve levar cerca de duas semanas, segundo apuração do ge. Se isso se confirmar, Paulinho deve perder ao menos mais quatro partidas. Portanto, o retorno rápido não parece viável.

O clube encara o caso com cautela. Isso ocorre porque o atacante já passou por duas cirurgias na perna direita e ainda precisa estabilizar a condição física. Além disso, a entorse recente reforça a ideia de que o risco segue alto.

Nesse contexto, Paulinho deixa de ser apenas um reforço caro e passa a ser uma variável delicada no planejamento de Abel Ferreira. O treinador sabe que o rendimento do atacante depende menos da vontade e mais da resposta do corpo.

Paulinho e a crítica que cresce

É difícil ignorar a pergunta que fica no ar: como um jogador tão caro consegue ficar fora de tantos jogos? Paulinho tem qualidade para decidir partidas, mas a soma de lesões limita qualquer sequência mais sólida.

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O problema não é só dele. O Palmeiras também precisa lidar com a escolha de apostar em um jogador com histórico físico sensível. E, quando a aposta rende poucos minutos, a cobrança sobe na mesma proporção.

Assim, o caso de Paulinho virou retrato de uma contradição moderna do futebol: investimento alto, retorno curto e muita espera. Quando ele joga, decide. Quando não joga, o clube sente.

Paulinho e o que vem agora

O desafio imediato é simples de entender e difícil de executar: recuperar Paulinho sem precipitação. O atacante precisa voltar com segurança, porque qualquer pressa pode gerar outro desfalque.

Se o prazo de duas semanas se confirmar, o Palmeiras ainda terá de administrar novas ausências. Portanto, a recuperação não resolve tudo. Ela só compra mais tempo para tentar reorganizar a situação.

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No fim, Paulinho já representa uma conta pesada no Palmeiras. Entre lesões, cirurgias e pouco ritmo, o atacante virou um tema que mistura expectativa, frustração e cuidado extremo.

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