Julho Amarelo alerta para risco de hepatites na manicure

Médica alerta que materiais mal esterilizados podem transmitir hepatites B e C e explica quais cuidados são essenciais no salão

1 jul 2026 - 14h46
Resumo
A campanha Julho Amarelo chama atenção para as hepatites B e C, que podem ser transmitidas em salões de manicure/pedicure por meio de instrumentos sem a devida esterilização. Especialistas alertam para a importância de protocolos rigorosos de higiene e sugerem o uso de kits individuais como medida de prevenção. 🧼✂️

Julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, as hepatites B e C ainda preocupam, principalmente porque podem ser transmitidas em situações do dia a dia, como durante procedimentos de manicure e pedicure quando não há os cuidados adequados com a higiene.

O uso correto de materiais esterilizados é fundamental para prevenir a transmissão das hepatites virais
O uso correto de materiais esterilizados é fundamental para prevenir a transmissão das hepatites virais
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Segundo a hepatologista Dra. Patrícia Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein, o risco está principalmente no contato com sangue contaminado presente em alicates e outros instrumentos compartilhados sem esterilização correta.

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Como a hepatite pode ser transmitida na manicure?

Pequenos cortes feitos durante a retirada das cutículas podem ser suficientes para favorecer a transmissão dos vírus das hepatites B e C caso os instrumentos tenham sido utilizados anteriormente em uma pessoa infectada.

"O sangue contaminado que pode estar presente em alicates de unhas e em outros utensílios utilizados na manicure/pedicure pode contaminar a própria profissional ou a cliente seguinte", explica a Dra. Patrícia Almeida.

Cuidados que fazem a diferença

Para reduzir o risco de transmissão, a especialista recomenda que salões e profissionais sigam protocolos rigorosos de higiene, como:

  • Esterilizar alicates, espátulas e instrumentos metálicos em autoclave.
  • Lavar as mãos antes e depois de cada atendimento.
  • Utilizar luvas durante os procedimentos.
  • Não reutilizar lixas, palitos de madeira e lixas de esfoliação.
  • Higienizar bacias de pés e mãos entre um atendimento e outro.
  • Usar toalhas limpas para cada cliente.

Estufa ou forno comum não são a mesma coisa

A médica alerta que ainda existem estabelecimentos que acreditam ser possível esterilizar materiais metálicos em fornos convencionais, o que não é indicado.

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Segundo ela, os equipamentos de esterilização devem ser utilizados conforme as orientações do fabricante. No caso das estufas apropriadas, o processo exige temperatura e tempo específicos para garantir a eliminação dos microrganismos.

Antes da esterilização, os instrumentos também precisam ser lavados com água corrente, detergente e escova adequada, secos completamente e embalados corretamente.

Ter o próprio kit é a opção mais segura

Embora seja importante escolher estabelecimentos que sigam boas práticas de higiene, nem sempre o cliente consegue verificar se a esterilização foi feita corretamente.

Por isso, a recomendação da médica é levar um kit individual sempre que possível, contendo alicate, espátula, lixa, palito e toalha de uso exclusivo.

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