Doenças respiratórias causam 81 mil mortes no Brasil: saiba como se prevenir

Profissional explica quais são as doenças respiratórias mais comuns, como proteger a saúde pulmonar e quais sintomas indicam a necessidade de procurar atendimento médico

15 set 2026 - 13h10
Resumo
Em 2023, as doenças respiratórias crônicas causaram mais de 81 mil mortes no Brasil, impulsionadas por poluição, tabagismo e fatores genéticos. Para proteger os pulmões, especialistas recomendam ventilar a casa, limpar com pano úmido, evitar o fumo, praticar exercícios, usar máscaras em locais fechados e manter a vacinação em dia. Sintomas como falta de ar e tosse persistente exigem busca imediata por atendimento médico, sendo fundamental realizar exames preventivos para o diagnóstico precoce.

As doenças respiratórias crônicas foram responsáveis por 81.102 óbitos no Brasil somente em 2023, segundo dados da Ripsa.

Saiba como evitar doenças respiratórias
Saiba como evitar doenças respiratórias
Foto: Divulgação/AmorSaúde / Saúde em Dia

Essas enfermidades, que podem comprometer a saúde pulmonar, estão relacionadas a diversos fatores, como genética, poluição, tabagismo, alergias e exposição à poeira.

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"O pulmão realiza as trocas gasosas no organismo, permitindo a entrada de oxigênio e a eliminação do gás carbônico. Por isso, esse órgão está exposto a microrganismos e a todo tipo de partícula presente no ambiente, o que pode favorecer irritações e o desenvolvimento de doenças", explica Marta Mascarenhas, profissional da área de pneumologia do AmorSaúde.

De acordo com a médica, cuidar do órgão é fundamental para uma vida saudável e, com algumas medidas simples, é possível protegê-lo contra agentes nocivos e prevenir doenças respiratórias.

Como proteger o pulmão?

"No dia a dia, existem diversas situações que podem prejudicar o pulmão. Ter consciência sobre esses riscos ajuda a evitar a exposição a agentes que podem causar alergias ou outros danos ao órgão", resume a médica. De acordo com Marta, as principais ações que podem ajudar a proteger o pulmão são:

  • Manter a casa bem ventilada: "conservar as janelas da casa ou do quarto abertas ajuda a reduzir a concentração de poeira, mofo e ácaros, que podem causar ou agravar problemas respiratórios. A poeira, por exemplo, pode desencadear crises de asma, enquanto o mofo e os ácaros podem provocar reações alérgicas", alerta;

  • Cuidados com a limpeza: "tirar pó da casa com um pano umedecido e evitar a limpeza a seco, principalmente com vassoura, é outra forma de impedir que mofo, ácaros e poeira fiquem suspensos no ar e sejam inalados", explica;

  • Evite o tabagismo: "não fumar e evitar ambientes com fumantes ajuda a reduzir o risco de doenças como o câncer de pulmão. A fumaça do cigarro é prejudicial aos pulmões e contém milhares de substâncias químicas que podem inflamar as vias respiratórias ou danificar os alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas de oxigênio e gás carbônico", explica;

  • Vacinação: "as vacinas contra pneumonia e gripe são essenciais para prevenir doenças, principalmente a partir dos 60 anos e para pessoas com comorbidades como asma brônquica, diabetes tipo 2 e doenças no coração. Em casos graves, a gripe e a pneumonia podem atingir os pulmões e causar complicações, como falta de ar", detalha;

  • Atividade física: "os exercícios contribuem para fortalecer o sistema cardiorrespiratório e os músculos envolvidos na respiração, como o diafragma. Desse modo, aumentam a capacidade do organismo de lidar com situações que exigem maior esforço respiratório", declara;

  • Usar máscara em lugares fechados e lotados: "a utilização de máscaras ajuda a reduzir a exposição a partículas e gotículas respiratórias suspensas no ar, diminuindo o risco de transmissão de vírus e bactérias que podem provocar infecções respiratórias", aponta;

  • Cuidar dos animais: "as pessoas alérgicas devem tomar cuidado ao entrar em contato com animais que soltam pelos. Ao serem inaladas, partículas presentes nos pelos podem desencadear reações alérgicas e agravar sintomas respiratórios, como tosse, chiado e falta de ar", afirma.

Doenças mais comuns

"Entre as doenças respiratórias mais comuns estão os resfriados, a gripe, a bronquite e a pneumonia. Essas enfermidades podem ser causadas por infecções virais ou bacterianas, como ocorre em alguns casos de bronquite e pneumonia, mas também podem estar relacionadas à exposição a poluentes, fumaça de cigarro, poeira e mofo, como ocorre na asma", ressalta Marta.

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Segundo a médica, é necessário procurar atendimento médico quando há falta de ar, tosse persistente com febre por mais de duas semanas, e chiado, dor ou aperto no peito.

"A tosse com secreção amarela ou sangue são sinais de que cuidado médico é necessário, assim como cansaço, febre e perda de peso sem razão aparente", sintetiza a profissional.

Exames preventivos

A médica afirma que exames de rotina podem ajudar a detectar doenças no pulmão ainda no início e evitar que essas enfermidades progridam e se tornem mais graves. Dentre os testes recomendados, Marta cita:

  • Raio X do tórax: "o teste é simples e permite identificar sinais de pneumonia, tuberculose e líquidos no pulmão, doenças que podem se agravar com o tempo", relata;

  • Tomografia do tórax: "por meio desse exame é possível obter imagens detalhadas do pulmão e detectar tanto doenças crônicas, como a bronquite, quanto infecções, permitindo o tratamento adequado", resume;

  • Espirometria: "esse exame mede o volume da entrada e saída de ar dos pulmões e pode identificar problemas como asma. O teste também pode ser usado para verificar se um tratamento está surtindo efeito", descreve;

  • Gasometria arterial: "neste exame de sangue é verificada a quantidade de oxigênio existente nas artérias pulmonares. Desta forma, é possível detectar falhas no pulmão e iniciar o tratamento", afirma;

  • Teste de alergia: "o exame, feito com substâncias causadoras de alergia aplicadas em pequenas quantidades em contato com a pele, ajuda o paciente a entender o que pode causar alergia e evitar o contato, impedindo crises respiratórias", sintetiza.

De acordo com Marta, pessoas com rinite, asma e outras doenças crônicas devem ficar ainda mais em alerta e realizar esses exames com frequência. "Caso tenha uma condição preexistente e comece a sentir falta de ar depois de ser exposto à poeira e ao mofo, é necessário procurar um médico imediatamente", alerta.

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