Conjuntivite: sintomas, tipos e como prevenir a transmissão

Apesar de terem sintomas parecidos, os dois tipos de conjuntivite apresentam diferenças importantes. Entenda como identificar os sinais e quando procurar um oftalmologista

29 jul 2026 - 16h19
Resumo
A conjuntivite é uma inflamação ocular com sintomas como olhos vermelhos e secreção. As formas viral e bacteriana têm causas e tratamentos diferentes, sendo a viral altamente contagiosa e a bacteriana marcada por secreção espessa. Procure um oftalmologista para diagnóstico e evite a automedicação. Medidas de higiene ajudam a prevenir a transmissão. 🩺👁️

Olhos vermelhos, irritação e secreção são sintomas clássicos da conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva, membrana que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. No entanto, nem toda conjuntivite é igual. As formas viral e bacteriana costumam provocar sintomas semelhantes, mas têm causas, evolução e tratamentos diferentes.

Olhos vermelhos, lacrimejamento e secreção estão entre os principais sintomas da conjuntivite
Olhos vermelhos, lacrimejamento e secreção estão entre os principais sintomas da conjuntivite
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Por isso, reconhecer alguns sinais pode ajudar a entender o quadro, embora o diagnóstico definitivo deva ser feito por um médico oftalmologista.

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Como identificar a conjuntivite viral?

A conjuntivite viral é a forma mais comum da doença e costuma ser causada pelos mesmos vírus responsáveis por gripes e resfriados. Por isso, muitas vezes aparece junto com sintomas respiratórios.

Os sinais mais frequentes incluem:

  • olhos vermelhos;
  • sensação de areia nos olhos;
  • coceira leve;
  • secreção aquosa;
  • inchaço nas pálpebras.

Geralmente, o problema começa em um olho e, em poucos dias, atinge o outro. Além disso, é altamente contagioso, podendo ser transmitido pelo contato direto com secreções ou objetos contaminados.

Quando a secreção pode indicar conjuntivite bacteriana?

Na conjuntivite bacteriana, a principal característica costuma ser a presença de uma secreção mais espessa, amarelada ou esverdeada, que pode dificultar a abertura dos olhos, especialmente ao acordar.

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Além disso, também podem surgir:

  • vermelhidão;
  • inchaço das pálpebras;
  • sensação de irritação;
  • desconforto ocular;
  • lacrimejamento.

Assim como a forma viral, a bacteriana também pode afetar um ou ambos os olhos e apresenta risco de transmissão.

O que fazer ao perceber os sintomas?

Ao notar vermelhidão persistente, secreção ou desconforto nos olhos, a orientação é evitar a automedicação e procurar avaliação médica, principalmente se houver dor intensa, alteração da visão, sensibilidade à luz ou sintomas que não melhoram após alguns dias.

O tratamento depende da causa. Enquanto a conjuntivite viral costuma melhorar espontaneamente com medidas de suporte, como higiene adequada dos olhos e compressas frias, a bacteriana pode exigir o uso de colírios ou pomadas antibióticas prescritos por um profissional.

Como evitar a transmissão?

Independentemente da causa, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de transmitir a conjuntivite para outras pessoas:

  • lavar as mãos com frequência;
  • evitar coçar ou esfregar os olhos;
  • não compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem ou colírios;
  • higienizar objetos de uso pessoal;
  • interromper o uso de lentes de contato até liberação médica.

Como os sintomas podem ser parecidos com outras doenças oculares, apenas um oftalmologista pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado. Procurar atendimento logo no início dos sintomas também ajuda a reduzir o risco de complicações e evita a transmissão da doença para outras pessoas.

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