Cateterismo cardíaco: exame, cirurgia ou os dois?

Cateterismo é um exame ou uma cirurgia? Entenda por que essa dúvida é tão comum e saiba o que realmente acontece durante o procedimento.

15 jul 2026 - 11h00
(atualizado às 11h01)

Receber a notícia de que será preciso fazer um cateterismo cardíaco costuma despertar uma dúvida quase imediata: cateterismo é um exame ou uma cirurgia? 

Cateterismo é um exame ou uma cirurgia? / Canva
Cateterismo é um exame ou uma cirurgia? / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

A resposta é mais simples do que parece.

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Na maioria das vezes, o cateterismo é um exame usado para descobrir se existe algum estreitamento ou entupimento nas artérias que levam sangue ao coração.

O que confunde muita gente é que, se durante esse exame o médico encontrar um problema que possa ser tratado dessa forma, ele pode realizar uma angioplastia na mesma sessão, sem precisar marcar outro procedimento.

É por isso que muitas pessoas acabam associando o cateterismo a uma cirurgia.

Na prática, porém, ele não é uma cirurgia de peito aberto, como a ponte de safena. O acesso ao coração é feito por um pequeno furo no punho ou na virilha, por onde passa um tubo fino e flexível chamado cateter.

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Como o cateterismo é feito?

Depois de aplicar anestesia local e, em alguns casos, uma sedação leve, o médico introduz um tubo fino e flexível, chamado cateter, por uma artéria no punho ou na virilha e o conduz até a região das artérias do coração.

Em seguida, injeta um contraste, um líquido que aparece nas imagens do exame e permite ao médico identificar estreitamentos ou obstruções nas artérias do coração.

Durante todo o procedimento, o paciente normalmente permanece acordado e pode conversar com a equipe médica.

Quando o cateterismo também vira tratamento?

Se o exame mostrar uma obstrução que possa ser tratada por essa técnica, o cardiologista pode fazer uma angioplastia na mesma sessão, desde que essa seja a melhor opção para o paciente.

Nesse procedimento, um pequeno balão é usado para ampliar a passagem do sangue.

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Em muitos casos, também é colocado um stent, uma pequena estrutura metálica que ajuda a manter a artéria aberta.

Isso não acontece com todos os pacientes. Dependendo do caso, o tratamento pode ser feito apenas com medicamentos, exigir cirurgia ou outra abordagem indicada pelo cardiologista.

O procedimento é seguro?

Quando tudo corre bem, muitas pessoas recebem alta no mesmo dia, principalmente quando o cateterismo tem apenas finalidade diagnóstica.

Se houver necessidade de tratamento ou de uma observação mais cuidadosa, a internação pode ser mais longa.

Como qualquer procedimento invasivo, existem riscos. O mais comum é o aparecimento de um pequeno hematoma ou sangramento no local por onde o cateter foi introduzido.

Reações ao contraste, piora temporária da função dos rins em pessoas mais suscetíveis e complicações mais graves, embora raras, também podem ocorrer.

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Quando ele é indicado?

O cateterismo cardíaco costuma ser solicitado quando sintomas ou outros exames levantam a suspeita de um problema nas artérias do coração.

Isso pode acontecer em pessoas com dor no peito, suspeita ou confirmação de infarto ou alterações importantes em exames cardíacos.

A indicação é sempre individualizada. Ter colesterol alto, diabetes ou histórico familiar de doença cardiovascular, por si só, não significa que a pessoa precisará fazer o exame.

O cateterismo dói?

A maioria das pessoas sente apenas um leve desconforto no momento da anestesia local e da entrada do cateter na artéria. Durante o restante do exame, a dor costuma ser mínima ou inexistente.

Algumas pessoas também relatam uma sensação passageira de calor quando o contraste é injetado.

Existem alternativas?

Nem sempre o cateterismo é o primeiro exame solicitado.

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Dependendo dos sintomas e da suspeita clínica, o cardiologista pode iniciar a investigação com exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço ou tomografia das artérias coronárias.

O cateterismo costuma ser indicado quando é necessário avaliar as artérias do coração com mais detalhes, confirmar o diagnóstico ou quando já existe possibilidade de realizar um tratamento, como a angioplastia.

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Fonte: SaúdeLAB
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