Cárie ou frio? Saiba o que pode estar por trás da dor nos dentes

O inverno chegou e seus dentes começaram a doer? Entenda a diferença entre a sensibilidade causada pelo clima e problemas sérios como cáries e erosão

4 abr 2026 - 10h21

Basta um gole de uma bebida gelada ou o contato com o ar gelado do inverno para sentir aquele "choque" agudo.

Confira as causas da dor de dente
Confira as causas da dor de dente
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A sensibilidade dentária é um incômodo que atinge milhões de brasileiros. No entanto, quando as temperaturas caem, o problema se intensifica.

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Mas será que essa dor é apenas uma reação ao clima ou um sinal de que algo vai mal na sua saúde bucal?

Para entender a dor, precisamos olhar para a estrutura do dente. Ele é formado pelo esmalte (camada externa dura), pela dentina (camada intermediária) e pela polpa (onde ficam os nervos).

O cirurgião-dentista Marcelo Kyrillos explica que a dor surge quando a dentina fica exposta. Sem a proteção do esmalte, os estímulos externos atingem os nervos diretamente.

Por que o frio causa dor de dente?

No inverno, a sensibilidade é um sintoma comum.

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O ar frio age sobre o esmalte e a dentina até alcançar a polpa dental, que é cheia de terminações nervosas. Em bocas saudáveis, essa é uma resposta natural e passageira.

Porém, algumas pessoas são mais vulneráveis. Quem sofre com erosão dentária, bruxismo (ranger de dentes) ou retração gengival sente o impacto do inverno com muito mais força.

Nesses casos, a proteção natural do dente já está comprometida, deixando o "caminho livre" para o desconforto.

Os principais gatilhos da sensibilidade

A dor não escolhe hora, mas geralmente é disparada por hábitos comuns:

  • Beber ou comer alimentos muito gelados.

  • Consumir itens cítricos (limão, laranja) ou muito doces.

  • Escovar os dentes com água muito fria.

  • Respirar pela boca em ambientes gelados.

Além disso, a sinusite é uma causa "escondida". Como as raízes dos dentes superiores são próximas ao seio maxilar, a inflamação da face pode simular uma dor de dente.

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Se a dor passar junto com a crise respiratória, o problema era a sinusite. Caso contrário, procure um dentista.

Quando a dor é sinal de alerta?

A regra de ouro da Sociedade Brasileira de Endodontia (SBE) é clara: se a dor ou sensibilidade durar mais de 30 segundos, não é normal.

O incômodo momentâneo faz parte da sensibilidade comum. Já a dor persistente pode indicar cáries, infiltrações ou inflamações no nervo que exigem tratamento urgente.

Como prevenir e tratar o problema

A prevenção começa com a manutenção do esmalte. O Dr. Marcelo Kyrillos recomenda a troca do creme dental comum por versões específicas para dentes sensíveis.

Procure fórmulas com Fluoreto de Amina e Nitrato de Potássio, que bloqueiam a ação do nervo exposto.

Outras medidas essenciais:

  1. Escovação suave: Use escovas macias e aplique menos força.

  2. Evite ácidos: Diminua o consumo de vinho e frutas cítricas, que corroem o esmalte.

  3. Tratamentos clínicos: Em casos graves, o dentista pode aplicar Fluorterapia ou Laserterapia.

  4. Selantes: O uso de verniz fluoretado cria uma barreira artificial sobre o dente.

  5. Placas de mordida: Se o problema for bruxismo, o protetor bucal noturno evita o desgaste.

Não ignore os sinais

A sensibilidade pode parecer inofensiva, mas ela é um sinal de que seus dentes estão reagindo ao ambiente.

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Entender esses sinais evita que um pequeno incômodo vire uma dor de cabeça crônica ou problemas na cervical. No inverno, proteja seu sorriso e, se a dor persistir, não hesite em buscar ajuda profissional.

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